ANDE flagra furto de energia em comércios de Areguá e Capiatá; mesma proprietária é investigada

A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) do Paraguai detectou manipulação em medidores de dois estabelecimentos comerciais em Areguá e Capiatá, ambos de propriedade de Mirtha Elizabeth Gamarra. O esquema evitava o registro de 33% do consumo real, gerando prejuízo de G. 57,2 milhões. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Luque.

A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) do Paraguai interveio dois estabelecimentos comerciais em Areguá e Capiatá, no departamento Central, após detectar irregularidades no fornecimento de energia. Segundo reportagem do ABC Color, as fraudes foram identificadas por meio do Sistema de Monitoramento a Distância, que emitiu alertas sobre padrões anômalos de consumo.

As equipes técnicas da estatal verificaram, em uma fábrica de gelo em Areguá e em um minimercado em Capiatá, que os medidores de média tensão haviam sido adulterados internamente. A manobra consistia em interromper a referência de tensão, impedindo que o equipamento registrasse cerca de 33% da carga utilizada. Na fábrica de gelo, a alteração afetava a Fase II; no minimercado, a Fase III.

Um fato que chamou a atenção dos investigadores é que ambos os pontos de consumo estão registrados em nome da mesma pessoa, Mirtha Elizabeth Gamarra. A recorrência da titularidade e a similaridade da modalidade de furto indicam um esquema coordenado de defraudação, conforme apurou a ANDE.

O prejuízo total calculado pela estatal chega a G. 57.279.256, valor correspondente à energia consumida e não faturada. A ANDE formalizou a denúncia junto ao Ministério Público de Luque, e o caso tramita sob a Lei nº 7.300/24, que endureceu as sanções para furto de energia elétrica, prevendo penas de até 10 anos de prisão.

A ANDE reiterou que continuará com operações de fiscalização em todo o país, utilizando tecnologia de monitoramento remoto para coibir perdas não técnicas e garantir a equidade entre os consumidores.