O senador colorado Silvio “Beto” Ovelar (ANR, HC) confirmou nesta terça-feira (19) que chegou a um acordo com os familiares de Celso Vera, o homem de 51 anos que morreu após ser atropelado por uma caminhonete em que o parlamentar viajava como acompanhante, na Rota PY02, em Caaguazú. Ovelar falou pela primeira vez sobre o acidente, ocorrido na noite de 14 de maio, e disse que o entendimento foi “em bons termos”.
“Sempre um fato como este é doloroso porque eu fui acompanhante. Eu ia a um ato de comemoração do Dia das Mães e, infelizmente, um cidadão paraguaio se cruzou em nosso caminho”, declarou o senador a jornalistas no Congresso. Ele afirmou que, no momento do impacto, estava olhando um tablet e só sentiu “a freada e o impacto”.
Ovelar explicou que, desde o acidente que envolveu o ex-senador colorado Enrique Bacchetta anos atrás, decidiu não dirigir mais em rodovias. “Eu nunca dirijo. Desde a experiência que teve o companheiro Enrique Bacchetta, nunca mais dirigi meu veículo em estrada”, afirmou.
Segundo o informe policial, o acidente ocorreu por volta das 20h na altura do quilômetro 177, na zona da Colônia Walter Insfrán, em Caaguazú. A caminhonete Toyota Land Cruiser preta, ano 2019, era conduzida por Mario Rubén Rivas Cubas, motorista do senador, que estava no banco do carona. A vítima, Celso Vera, tentava atravessar a pista quando foi atingida. O médico legista Fredy Flores determinou como causa da morte politraumatismo cranioencefálico severo e choque hipovolêmico. A investigação está a cargo do promotor Gustavo Chamorro.
Ovelar disse que desceu imediatamente do veículo para tentar socorrer a vítima e que acompanhou a família nos momentos seguintes. “São momentos muito difíceis. Estive com eles o tempo todo, é uma família humilde e trabalhadora”, declarou. Questionado sobre detalhes da compensação financeira, evitou aprofundar: “Não quero entrar em detalhes, mas conversamos e já chegamos a um acordo, em bons termos”.
Em outro momento, o senador comentou o projeto do colega Colym Soroka (ANR) para descentralizar a administração do programa Hambre Cero nas escolas. Ovelar classificou a proposta como “atendível”, mas afirmou que “não tem muito futuro” no Congresso, devido à posição já fixada pela Câmara dos Deputados. “Não nos esqueçamos de que estamos falando de 370 milhões de dólares”, ressaltou, defendendo que o verdadeiro espaço de pressão política para modificar programas estatais está no tratamento do Orçamento Geral da Nação.