Ex-senador Erico Galeano passa primeira noite em cela coletiva e será transferido para ex-Tacumbú

O ex-senador colorado Erico Galeano, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa, passou a primeira noite em uma cela de 15 m² no Departamento Judicial da Polícia Nacional, dividindo o espaço com outros detentos. A Justiça determinou sua transferência para o Centro Nacional de Prevenidos, na ex-Penitenciária Nacional de Tacumbú.

O ex-senador Erico Galeano, condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro do narcotráfico e associação criminosa, passou a primeira noite de reclusão em uma cela de aproximadamente 15 metros quadrados no Departamento Judicial da Polícia Nacional, em Assunção. A cela, localizada no fundo do terreno, abriga atualmente cerca de 140 pessoas, embora a capacidade seja de até 200 detentos.

Segundo o comissário Ramón Cañete, chefe do Departamento Judicial, Galeano dividiu o espaço com outros quatro ou cinco presos, dormindo em colchões de solteiro no chão. A unidade dispõe de um banheiro, mas não possui verba para alimentação dos internos, que depende de familiares. “Não temos rubro para alimentação das pessoas, já que é um lugar de reclusão provisória. Autorizamos os familiares a fornecer café da manhã, almoço, lanche e jantar”, explicou Cañete à rádio Monumental 1080 AM.

Galeano ingressou na unidade por volta das 16h30 de terça-feira (19). Familiares precisaram levar a ceia e cobertores. A Justiça decretou sua prisão preventiva após ele renunciar ao Congresso, na sequência da ratificação de sua condenação.

O diretor de Estabelecimentos Penitenciários do Ministério da Justiça, Rubén Peña, confirmou que Galeano será transferido ainda nesta quarta-feira (20) para o Centro Nacional de Prevenidos, na antiga Penitenciária Nacional de Tacumbú, onde cumprirá a prisão preventiva.

O ex-parlamentar foi condenado por comprovados vínculos com o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset e com Miguel Ángel Insfrán, conhecido como Tío Rico, ambos alvos da operação A Ultranza PY, considerada o maior combate ao crime organizado na história do Paraguai.