Em uma reflexão publicada pelo portal Noticias CDE no Dia Internacional da Enfermagem (12 de maio de 2026), o jornalista Carlos Roa ressalta o papel frequentemente invisível dos enfermeiros no sistema de saúde paraguaio. Segundo o texto, a profissão é muitas vezes reduzida a tarefas de higiene ou assistência básica, como se fosse um ofício menor, mas a realidade mostra que os enfermeiros vão muito além: acompanham o paciente em cada etapa, vigiam sua evolução e, em silêncio, sustentam a esperança nos corredores de hospitais e centros de saúde.
Roa aponta que, em um país com recursos limitados e condições de trabalho adversas, os enfermeiros se tornam verdadeiros “fazedores de milagres”. Com criatividade e compromisso, eles conseguem suprir a falta de insumos, organizam a atenção e se convertem no suporte emocional das famílias que enfrentam a angústia da doença. O texto destaca que, muitas vezes, o papel do enfermeiro é mais próximo e humano que o dos próprios médicos, que por formação ou hierarquia podem se distanciar da empatia necessária no trato com os pacientes.
A figura do enfermeiro é descrita como uma ponte: entre o paciente e o médico, entre a família e o sistema de saúde. São eles que traduzem diagnósticos, explicam tratamentos e seguram a mão de quem sofre. No Paraguai, onde a precariedade é a norma, a enfermagem se torna o verdadeiro motor da atenção sanitária. Reconhecer essa labor não é apenas um ato de justiça, mas também um chamado a valorizar a profissão em sua justa dimensão: como uma peça essencial, sem a qual a medicina não poderia cumprir seu propósito humano.