O presidente do Instituto de Previsão Social (IPS), Isaías Fretes, e o auditor-geral do Poder Executivo, Alberto Cabrera, revelaram nesta segunda-feira que a gestão anterior da previdência social, comandada por Jorge Brítez, atendeu a apenas 2,5% das recomendações emitidas por auditorias internas. Em uma entrevista coletiva conjunta, Cabrera afirmou que, de um total de 100 recomendações, apenas duas foram cumpridas, classificando o sistema de controle interno como “muito fraco” e “insuficiente”.
Fretes, que assumiu a presidência do IPS em 22 de abril de 2026, interrompeu a fala de Cabrera para fazer uma pergunta retórica: “Quando o senhor chegou aqui no primeiro dia, trouxe um documento com o número de recomendações dadas à administração anterior. Quantas foram?”. Cabrera respondeu que o índice de cumprimento não passava de 2,5%. Em guarani, Fretes comentou: “Ninguém deu ouvidos a este senhor”.
O auditor-geral explicou que a Auditoria Geral do Poder Executivo, órgão subordinado à Presidência da República, monitora mais de 100 instituições e faz o acompanhamento das recomendações de auditoria. “Com isso se conclui que o sistema de controle interno do IPS é muito fraco”, reforçou.
Fretes prometeu que a atual administração dará prioridade às auditorias e garantiu que Cabrera terá condições para trabalhar. “Quero voltar para casa com o sorriso e o respeito dos meus amigos. Não sei roubar”, declarou o presidente do IPS.
Na mesma entrevista coletiva, Fretes anunciou a retirada de 817 itens da lista oficial de insumos do IPS e adiantou que, na quarta-feira, divulgará os medicamentos que serão excluídos da lista oficial. A medida integra um plano para reduzir o déficit financeiro e combater a corrupção, segundo o presidente.