Falta de medicamentos para hipertensos atinge hospital e postos de saúde em Caacupé

Pacientes denunciam que há mais de um mês o Hospital Regional de Caacupé e unidades de saúde das companhias Cabañas e Daniel Escurra estão sem amlodipina e enalapril, medicamentos essenciais para controle da pressão alta. A escassez expõe fragilidades do sistema público de saúde em Cordillera.

Falta de medicamentos para hipertensos atinge hospital e postos de saúde em Caacupé
Falta de medicamentos para hipertensos atinge hospital e postos de saúde em Caacupé

Pacientes do Hospital Regional de Caacupé e de unidades de saúde das companhias Cabañas e Daniel Escurra, no departamento de Cordillera, denunciam que há mais de um mês não conseguem amlodipina, medicamento essencial para tratar hipertensão. Também falta enalapril, outro remédio de uso contínuo para controle da pressão arterial.

Ramona Martínez, moradora de Cabañas, relatou que já foi três vezes à Unidade de Saúde Familiar da comunidade e ao Hospital Regional, mas não obteve amlodipina. “Dizem que recebem muito pouco e que acaba rápido. Até agora não houve reposição”, lamentou.

Gerónimo González, da companhia Daniel Escurra, afirmou que também não consegue acesso a enalapril nem a amlodipina, apesar da necessidade permanente de ambos para controlar a pressão.

O diretor do Hospital Regional de Caacupé, Hugo Cantero, confirmou que ainda não recebeu reposição dos medicamentos faltantes. “Ainda não recebemos reposição. O Parque Sanitário é quem gerencia esses dados”, declarou.

Na semana passada, o diretor da Terceira Região Sanitária, doutor Luis Gómez, havia informado que a reposição estava prevista para os próximos dias, mas até o momento os fármacos não chegaram.

A falta de provisão expõe as debilidades do sistema público de saúde em Cordillera, onde pacientes precisam peregrinar entre hospitais e unidades sanitárias em busca de remédios básicos que deveriam ser garantidos pelo Estado. A situação gera preocupação e críticas, sem que haja uma explicação clara sobre a demora nem uma data concreta para normalizar o abastecimento.