Fiscal-geral Emiliano Rolón atribui a 'erro de impressão' sua suposta função de coordenador na Universidade Sudamericana

O fiscal-geral do Estado, Emiliano Rolón, afirmou que a menção a ele como coordenador da Universidade Sudamericana em seu currículo foi um erro de transcrição e impressão. Ele reconheceu ter lecionado na instituição, mas negou qualquer cargo diretivo.

O fiscal-geral do Estado (FGE) do Paraguai, Emiliano Rolón Fernández, declarou nesta quarta-feira (13) que a informação de que teria atuado como coordenador da Universidade Sudamericana em seu currículo se deve a um “erro de transcrição e impressão”. A declaração foi feita após reunião com a Mesa Diretiva da Câmara dos Deputados, conforme reportou o jornal Última Hora.

Rolón negou categoricamente ter exercido o cargo na Sudamericana, instituição que expediu um suposto título falso de advogado ao ex-senador Hernán Rivas. “É um mal-entendido grave. Quando elaboramos currículo, colamos coisas e fica registrado algum erro ou falta que pode ser totalmente usual”, justificou. Segundo ele, sua função de coordenador é vinculada à Universidade Nacional de Assunção (UNA), onde é docente técnico nomeado pelo Conselho Superior Universitário.

O fiscal-geral explicou que o equívoco ocorreu no momento da transcrição e impressão do documento. “Estava, creio, ao lado e, ao transcrever e imprimir, saiu como da Sudamericana”, insistiu. Ele admitiu ter tido contato com a universidade, mas apenas para ministrar aulas a juízes e promotores, a pedido de uma turma de magistrados. “Meu único contato e com muito orgulho foi dar aulas a juízes e promotores que contrataram por meio da universidade. Foi um contrato entre eles. Não fui coordenador”, afirmou.

Rolón descreveu o papel de coordenador como “decorativo”, afirmando que a função é basicamente a de um professor-pivô, sem atribuições administrativas. Ele disse que sua passagem pela Sudamericana ocorreu em 2013, quando a instituição ainda estava habilitada, e que não há qualquer documento público que comprove que tenha sido diretor.

Questionado sobre a possibilidade de investigar o suposto título falso atribuído ao deputado Yamil Esgaib, Rolón respondeu que suas atribuições e a ética permitem tal investigação, mas não detalhou se ordenará uma apuração de ofício.