O Ministério Público formalizou acusação contra Lourdes Bernarda Ramírez de Ramos por sua suposta participação nos sequestros de Arlan Fick e do suboficial Edelio Morínigo, crimes atribuídos ao autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP). A acusação abrange fatos ocorridos entre 2009 e 2015.
O fiscal Federico Delfino imputou Ramírez pelos supostos crimes de sequestro, terrorismo, associação terrorista e violação da Lei de Armas. Segundo a acusação, a mulher teria integrado a estrutura do grupo armado e participado de operações no norte do país.
O Ministério Público sustenta que existem elementos que vinculam Ramírez diretamente ao sequestro de Arlan Fick, ocorrido em abril de 2014 em Azotey, Departamento de Concepción. O jovem foi libertado após meses de cativeiro, em meio a negociações e condições impostas pelo grupo.
A acusada também é apontada por suposta participação no sequestro do suboficial Edelio Morínigo, registrado em julho do mesmo ano em Arroyito. O policial segue desaparecido, e seu caso permanece como um dos episódios mais emblemáticos ligados ao EPP.
De acordo com os investigadores, Ramírez foi identificada em materiais audiovisuais e outros elementos encontrados meses depois de ambos os sequestros. Nesses registros, ela apareceria ao lado de integrantes da organização criminosa.
A acusação integra as investigações sobre atos de terrorismo e sequestro concentrados principalmente nos departamentos de Concepción e San Pedro, áreas historicamente afetadas pelas ações do EPP.