Paraguai aguarda novo grupo de 25 migrantes rejeitados pelos EUA

O governo paraguaio aguarda um novo pedido dos Estados Unidos para receber 25 migrantes rejeitados, no âmbito do acordo de Terceiro País Seguro. O chanceler Rubén Ramírez Lezcano informou que ainda não houve solicitação formal. O primeiro grupo de 16 pessoas já deixou o país voluntariamente.

Paraguai aguarda novo grupo de 25 migrantes rejeitados pelos EUA
Paraguai aguarda novo grupo de 25 migrantes rejeitados pelos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou que o governo ainda não recebeu um novo “requerimento” dos Estados Unidos para receber uma segunda leva de 25 cidadãos estrangeiros rejeitados por aquele país, conforme o acordo de Terceiro País Seguro. A declaração foi feita em entrevista coletiva em Mburicha Róga, na quarta-feira, 15 de maio de 2026, conforme reportou o jornal ABC Color.

No dia 23 de abril, 16 pessoas de um total de 25 previstas ingressaram no Paraguai em condição de trânsito, como parte do mecanismo de cooperação com a administração de Donald Trump. A entrada foi autorizada após verificação individual de requisitos legais, incluindo a comprovação de ausência de antecedentes criminais nos países de origem ou em outros locais de residência.

O chanceler explicou que, da primeira remessa, “16, tivemos que rejeitar nove por não terem cumprido os requisitos da legislação migratória paraguaia”. Ele acrescentou que todos os 16 estrangeiros “já abandonaram o país dirigindo-se a seus países de origem”. O diretor de Migrações, Jorge Kronawetter, informou que o processo de retorno começou em 28 de abril e que todos decidiram regressar voluntariamente, sem que nenhum manifestasse intenção de permanecer no Paraguai. A assistência econômica durante o retorno foi custeada pela Organização Internacional para as Migrações.

O acordo, firmado em 2025 e ampliado em fevereiro de 2026, tem sido alvo de críticas. O encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Paraguai, Robert Alter, declarou que Washington não esperava que o Paraguai concedesse asilo aos migrantes, mas sim que, como aliado, “compartilhasse o trabalho” logístico de devolver essas pessoas a seus países de origem. Alter justificou que o acordo é uma “colaboração” focada na prioridade do governo Trump de “repor ordem sobre a fronteira, mais que nada a fronteira sul dos Estados Unidos”, e que, apesar da redução do fluxo migratório ilegal, milhares de migrantes continuam chegando.