Dia Mundial da Hipertensão alerta sobre o 'assassino silencioso' que atinge 1,4 bilhão de pessoas

No Dia Mundial da Hipertensão, autoridades sanitárias reforçam a importância da detecção precoce e do controle da pressão arterial, condição que afeta 1,4 bilhão de pessoas no mundo e é a principal causa evitável de morte prematura. A data também expõe desafios no sistema de saúde paraguaio, como o caso de negligência no Hospital Central do IPS.

Nesta segunda-feira (17), o Dia Mundial da Hipertensão mobiliza profissionais de saúde e autoridades para alertar sobre os riscos da pressão arterial alta, conhecida como o 'assassino silencioso'. A data, celebrada sob o lema 'Controlando a hipertensão juntos: controle sua pressão arterial regularmente, derrote o assassino silencioso', destaca a necessidade de um compromisso coletivo entre governo, médicos e população.

Dados divulgados na ocasião indicam que cerca de 1,4 bilhão de pessoas vivem com hipertensão no mundo, mas muitas desconhecem sua condição. Apenas uma em cada quatro pessoas hipertensas mantém a pressão sob controle, apesar da existência de tratamentos eficazes e acessíveis. No Paraguai, a condição afeta 38,6% da população, segundo informações oficiais.

A detecção precoce e o monitoramento regular são fundamentais para evitar complicações como infartos, acidentes vasculares cerebrais e doenças renais. Especialistas recomendam hábitos saudáveis desde cedo: alimentação equilibrada, atividade física, evitar tabaco e reduzir o consumo de álcool. Além disso, reforçam a importância de seguir corretamente os tratamentos médicos e garantir acesso equitativo ao diagnóstico e medicamentos.

A data também expõe fragilidades no sistema de saúde paraguaio. Em meio à campanha de conscientização, a família de Mario Arnaldo Alonso Maciel, de 72 anos, denunciou à emissora C9N o que considera negligência médica no Hospital Central do Instituto de Previdência Social (IPS). Internado há dois meses por pancreatite, o paciente precisava de um cateter para drenagem. A filha, Julia Alonso, conseguiu o material, mas os médicos se recusaram a realizar a cirurgia porque ela chegou cinco minutos antes do fechamento do expediente, às 17h. A operação foi adiada para segunda-feira, mas o quadro do paciente se agravou e ele foi submetido a uma cirurgia de emergência, falecendo horas depois. A família gastou mais de G$ 2 milhões no cateter, que não foi utilizado. A denúncia, não corroborada de forma independente, levanta questionamentos sobre a priorização de horários em detrimento da vida dos pacientes.

O caso ocorre em um contexto de desafios no sistema previdenciário paraguaio, que já enfrenta críticas por demoras e falta de insumos. A data, portanto, serve não apenas para alertar sobre a hipertensão, mas também para refletir sobre as condições de atendimento e a necessidade de fortalecer os serviços de saúde.