A incerteza em torno das taxas de juros e da depreciação do dólar afetou o mercado de ações paraguaio no primeiro quadrimestre de 2026, segundo análise da corretora Cadiem, divulgada pelo jornal Ultima Hora. O relatório aponta que a Bolsa de Valores de Assunção (BVA) movimentou G. 17,7 trilhões (cerca de US$ 2,817 bilhões) entre janeiro e abril, uma redução de 1% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em abril, as operações somaram G. 4,3 trilhões (aproximadamente US$ 723 milhões), valor superior ao de março (G. 4 trilhões), mas 12,2% menor do que o registrado em abril de 2025. Esse foi o segundo mês consecutivo de queda interanual, após uma retração de 11,7% em março. O ritmo já vinha desacelerando: o crescimento passou de 17,2% em janeiro para apenas 6% em fevereiro.
O presidente da Cadiem Casa de Bolsa, Elías Gelay, explicou que a redução na negociação está ligada à recuperação da liquidez em guarani, o que diminuiu a saída de bancos em busca de recursos por meio da emissão de títulos e reduziu as operações de reporto. Além disso, há pouca clareza sobre a dinâmica futura das taxas de juros. “Este ano, o setor bancário não está captando tantos recursos; financiou-se fortemente no ano passado. Estamos comparando com um ano que começou muito dinâmico, e as emissões de títulos são de longo prazo – três, quatro ou cinco anos”, alertou Gelay.