O Instituto de Previsión Social (IPS) anunciou nesta segunda-feira (18) a eliminação de 817 insumos que constavam na lista de compras, mas não eram utilizados. A medida, segundo o presidente da entidade, Isaías Fretes, visa conter o déficit mensal de 20 a 26 milhões de dólares, atribuído a focos de corrupção e aquisições desnecessárias.
“Temos que fechar as torneiras de fuga. Uma das formas é trabalhar sobre os pontos mais críticos, e a mudança do vademécum é entrar no coração da corrupção. Dos 4.000 itens entre insumos, 817 vão sair”, afirmou Fretes em entrevista coletiva. O número é preliminar e o consolidado final deve ser divulgado na próxima quinta-feira.
O presidente não estimou a economia exata, mas citou que uma única licitação pode custar 25 bilhões de guaranis. “Não queremos prejudicar nenhuma empresa, mas isso vai obrigá-las a se atualizar, será um bem para a medicina paraguaia”, completou. Após a consolidação, a lista será submetida ao Conselho do IPS para oficialização.
Em paralelo, Fretes anunciou uma auditoria sobre os imóveis do IPS, para verificar localização, valores de aluguel, inquilinos e se os montantes são compatíveis. O trabalho será conduzido pelo auditor do Poder Executivo, Alberto Contrera, que também revisará a lista de medicamentos. O relatório final está previsto para o final de agosto.