A comunidade da Escola Básica Nº 1884 Doña Eusebia Cáceres, na colônia General Cáceres, em Itacurubí del Rosario, transformou a sala da direção em cozinha e refeitório do programa Hambre Cero. A falta de infraestrutura adequada obriga as cozinheiras a preparar as refeições em um espaço improvisado, especialmente durante o frio.
O diretor Osvaldo Lezcano afirmou que o pedido de construção de uma cozinha foi feito à prefeitura no início de 2025, mas até agora não houve resposta. A escola atende 60 alunos, da educação infantil ao 6º ano, e não dispõe de recursos para erguer o espaço necessário.
“Esperamos que as autoridades do município agilizem nosso pedido e não deixem passar mais tempo para solucionar a falta de uma cozinha com refeitório”, declarou Lezcano. A cozinheira Liliana Rodas, mãe de aluno, contou que antes cozinhavam no corredor e, com o frio, passaram a usar a direção com autorização do diretor.
O prefeito Raúl Soria (ANR) disse que o projeto está entre as prioridades de sua gestão, mas não deu prazo.
Em San Ignacio, Misiones, oito funcionárias da Escola Básica N° 702 San Ignacio de Loyola denunciaram que a empresa Belmac SA, contratada para fornecer o almoço escolar, exige jornadas de 7 a 8 horas diárias, embora o contrato estipule 5 horas. As trabalhadoras afirmam que entram às 7h e saem entre 15h30 e 16h, sem receber horas extras.
Segundo as denúncias, a empresa também desconta dias não trabalhados em feriados ou recessos escolares, classificando-os como não laborados. Quando reclamam, a resposta é que podem pedir demissão, pois há muitas candidatas às vagas.
O representante da Belmac SA, Carlos Atilio Carlson Capli, negou ter recebido queixas formais e afirmou que os contratos, aprovados pelo Ministério do Trabalho, preveem jornadas conforme a necessidade de cada escola. Ele acrescentou que muitas cozinheiras levam os filhos para a escola e permanecem no local antes do início efetivo do expediente.
O contrato plurianual da Belmac SA, firmado em fevereiro de 2025, vale até julho de 2027 e totaliza G. 97,8 bilhões para atender 19.500 crianças em 178 escolas dos 10 distritos de Misiones.
O vereador departamental Augusto Galeano (PLRA) informou que as denúncias se repetem em toda a região e que já pediu a intervenção do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, sem resposta até o momento.