A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou nesta segunda-feira (19) a versão em espanhol do Museu Virtual de Bens Culturais Roubados, uma plataforma interativa que reúne 241 itens roubados ou desaparecidos de todo o mundo, apresentados por 47 países. A ferramenta, que já estava disponível em inglês desde setembro de 2025, durante o festival Mondiacult 2025, em Barcelona, busca sensibilizar o público sobre a magnitude do tráfico ilícito de bens culturais e dar voz às comunidades afetadas.
Segundo a Unesco, mais de um quarto dos objetos listados (26,14%) provém de países hispano-falantes. Da América Latina e do Caribe, contribuíram Brasil (quatro itens), Chile (um), Colômbia (oito), Cuba (um), Equador (sete), Guatemala (dez), Honduras (oito), México (cinco), Panamá (quatro), Paraguai (dois) e Peru (nove).
Desde o lançamento inicial, o museu virtual registrou mais de 200 mil visitas, 1,6 milhão de visualizações de páginas e 4,4 milhões de cliques. A plataforma foi projetada pelo arquiteto burquinense Francis Kéré, com apoio do Reino da Arábia Saudita e em colaboração com a Interpol e o Conselho Internacional de Museus (ICOM).
Entre os resultados concretos da iniciativa está a recuperação do capacete de ouro de Coțofenești, um dos tesouros culturais mais emblemáticos da Romênia, datado de aproximadamente 400 a.C., que havia sido roubado em 2025.