No Paraguai, o 15 de maio não é apenas uma data no calendário: é um dia profundamente emotivo em que o país para para homenagear as mães. Coincidindo com o feriado nacional da Independência, o Dia das Mães se consolidou como uma das festividades mais significativas e enraizadas da cultura paraguaia, conforme reportagem do El Nacional.
A celebração teve origem por volta de 1924, quando começou a ser promovida no âmbito educacional, especialmente em instituições como a Escola de Comércio, seguindo uma tendência internacional de homenagear as mães. Com o tempo, a data ganhou força até se firmar como tradição nacional.
Diferentemente de outras comemorações, o Dia das Mães no Paraguai está profundamente ligado ao afeto e à vida familiar. É um dia marcado por reuniões, almoços, presentes e encontros que reúnem várias gerações em torno da figura materna. O caráter de feriado nacional facilita essa dinâmica, permitindo que as famílias se reencontrem e compartilhem um dia vivido na intimidade do lar.
A data também movimenta o comércio, especialmente a venda de presentes, flores e serviços gastronômicos. Com o tempo, o 15 de maio se consolidou como uma das celebrações mais importantes do calendário paraguaio, não só pelo impacto social e econômico, mas pela forte carga emocional. A figura da mãe torna-se o centro da vida cotidiana, reafirmando seu papel na família e na sociedade.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) citados pelo El Nacional, 35% das mulheres com filhos (equivalente a 385 mil) chefiam seus lares, evidenciando seu papel central não apenas no afeto, mas também na organização econômica e social do núcleo familiar. Esses dados não incluem os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay. Além disso, 63,6% das mães residem em zonas urbanas, enquanto 36,4% vivem em áreas rurais.