Um grupo de cidadãos liderados pelos ativistas Alejo Ventura e Miguel Fernández apresentou um pedido formal para que a Junta Municipal de Capiatá revogue imediatamente as distinções de “cidadão ilustre” e “filho dileto” concedidas ao ex-senador Erico Galeano. Galeano, condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa, foi transferido para um centro de detenção após confirmação da sentença pelo Tribunal de Apelações.
No documento, os ativistas argumentam que a honraria, aprovada por unanimidade em 2016, foi concedida sob “princípio de boa-fé”, mas que os fatos posteriores “modificaram de forma irreversível o contexto”. “Manter este reconhecimento a alguém que hoje está preso por crimes graves é um insulto à dignidade de cada capiateño”, afirmou Ventura, ex-candidato a deputado pelo Partido Patria Querida.
A Junta Municipal de Capiatá, composta por 12 membros, deve tratar o pedido na sessão ordinária desta quinta-feira (21). Entre os vereadores, dois concorrem à intendência e nove buscam reeleição. O presidente da Junta é Braulio Riquelme (ANR) e o vice-presidente é David Llano (PLRA). Até o momento, os vereadores haviam evitado o tema, apesar de a Junta Municipal de Areguá já ter revogado, em março, título similar a Galeano.
Ventura criticou a inação anterior das autoridades e afirmou que “a bola está com os vereadores”. Ele também rebateu defensores de Galeano que citam supostas ajudas à comunidade, afirmando: “O dinheiro do narcotráfico é como uma injeção de adrenalina em um corpo doente: dá uma sensação de energia momentânea, mas acaba matando o paciente”.