Bachi Núñez apoia revisão de títulos de funcionários públicos no Paraguai

O presidente do Congresso paraguaio, Basilio "Bachi" Núñez, manifestou apoio à proposta do senador opositor Eduardo Nakayama de auditar todos os funcionários públicos que obtiveram benefícios com diplomas universitários suspeitos. A iniciativa surge após escândalos envolvendo os ex-senadores cartistas Hernán Rivas e Erico Galeano, e busca combater a corrupção e o tráfico de influências no setor público.

Bachi Núñez apoia revisão de títulos de funcionários públicos no Paraguai
Bachi Núñez apoia revisão de títulos de funcionários públicos no Paraguai

O presidente do Congresso Nacional do Paraguai, Basilio “Bachi” Núñez, declarou apoio à proposta do senador opositor Eduardo Nakayama de realizar uma revisão completa dos títulos universitários de funcionários públicos que receberam promoções, bônus ou aumentos salariais com base em diplomas questionados ou supostamente irregulares.

Em mensagem publicada em suas redes sociais, Núñez afirmou que a mudança deve começar pelo próprio Parlamento. “Devemos começar por casa, dar o exemplo do nosso próprio espaço para que depois seja transversal aos demais poderes do Estado”, escreveu. A declaração é vista como uma tentativa de se distanciar dos recentes escândalos envolvendo títulos acadêmicos.

O apoio de Núñez ocorre em meio a crescente pressão pública após os casos dos ex-senadores cartistas Hernán Rivas e Erico Galeano. Rivas é alvo de controvérsia nacional por suspeitas de que não teria cursado regularmente a faculdade de Direito, enquanto Galeano foi condenado por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso “A Ultranza”.

Nakayama alertou que essas situações não seriam isoladas, mas parte de um esquema mais amplo de corrupção e tráfico de influências enraizado nas instituições públicas. Segundo o senador, muitos funcionários teriam obtido cargos e benefícios usando diplomas irregulares ou de universidades sob suspeita. Ele classificou os casos de Rivas e Galeano como “apenas a ponta do iceberg” de uma estrutura que envolve favores políticos e manipulação de documentos acadêmicos.

A polêmica se intensificou após questionamentos sobre diplomas emitidos por universidades privadas que estão sob escrutínio público e judicial. Até o momento, não foram detalhados os mecanismos de verificação nem os órgãos responsáveis pela auditoria, mas já se cogita a necessidade de cruzar dados com o Ministério da Educação, o Conselho Nacional de Educação Superior (Cones) e as universidades envolvidas.

Núñez afirmou que acompanhará qualquer iniciativa para tornar a situação dos funcionários mais transparente e que somente com medidas concretas será possível recuperar a credibilidade institucional. “Só assim geramos uma mudança real e crível”, concluiu.