Peña defende tratamento igualitário para todos os parlamentares em casos judiciais

O presidente Santiago Peña pediu que os casos judiciais envolvendo legisladores sejam tratados com o mesmo critério, independentemente de partido, ao comentar as situações dos ex-senadores Erico Galeano e Hernán Rivas. Ele também respaldou o trabalho da ANEAES na revisão de títulos universitários.

O presidente Santiago Peña afirmou que os casos judiciais que envolvem parlamentares devem ser tratados com o mesmo critério, independentemente da filiação partidária, ao se referir às situações dos ex-senadores Erico Galeano e Hernán Rivas.

Peña sustentou que, no caso de Galeano, as instâncias de análise política no Congresso já se esgotaram e lembrou que o então legislador se submeteu à Justiça desde o início do processo. "Antes de eu assumir a Presidência, quando ele recebeu a primeira denúncia, eu havia pedido que se submetesse à Justiça. Seus foros foram levantados, depois ele jurou como senador, foram levantados novamente e ele novamente se submeteu ao processo", declarou.

O presidente também recordou que, após a primeira sentença, Galeano pediu licença ao Senado e, depois da confirmação da condenação por uma Câmara, o Congresso entendeu que cabia sua renúncia ou eventual perda de mandato. No entanto, Peña insistiu que deve haver igualdade de critérios para todos os parlamentares. "Não pode haver uma vara para os legisladores do Partido Colorado e uma vara diferente para legisladores que não são do Partido Colorado. Eu acredito que a vara tem que ser a mesma para todos", afirmou.

Nesse contexto, ele apontou que, no Poder Legislativo, houve antecedentes em que, a seu ver, o tratamento aplicado não foi equivalente conforme o setor político envolvido.

Peña também foi questionado sobre o caso de Hernán Rivas e as dúvidas em torno da validade de seu título universitário. Em resposta, defendeu o trabalho da Agência Nacional de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (ANEAES) e respaldou o titular da instituição, José Duarte. Por fim, sustentou que o processo de controle e revisão impulsionado pelo órgão está permitindo visibilizar irregularidades que antes não haviam sido expostas publicamente.