CAPIIBARY – Em uma ação de protesto inusitada, um grupo de idosos de Capiibary, acompanhados por representantes de organizações civis locais, se reuniu em frente ao hospital básico da cidade na quarta-feira (20) para exigir melhorias no atendimento. O ponto alto da manifestação foi a crucificação de um dos participantes, Pedro Martínez, que permaneceu por horas no acesso da unidade de saúde.
Os manifestantes pedem a reclassificação do hospital, de básico para distrital, e a implantação de serviços de urologia, traumatologia, mamografia, ginecologia, neumologia, oftalmologia e radiografia 24 horas, especialmente para os idosos. Eles denunciam que, por falta de equipamentos e especialistas, os pacientes da terceira idade não recebem o cuidado necessário.
“É lamentável que as pessoas maiores não tenham um tratamento especial nos hospitais públicos por desinteresse das autoridades nacionais”, afirmou Martínez, que também criticou o atraso no pagamento da pensão dos idosos. “Milhares de pessoas ainda não receberam nada, supostamente por falta de fundos, enquanto parlamentares e funcionários de entes binacionais ganham milhões de guaranis por mês”, acrescentou.
Além da mudança de categoria do hospital, o grupo solicita a abertura imediata de duas Unidades de Saúde da Família (USF) nas comunidades de Potrerito e Yvy Marane’y, e a ampliação do horário de atendimento da USF da companhia 3 de Novembro para incluir fins de semana, devido à dificuldade de deslocamento dos moradores em casos de urgência.
O diretor do hospital, doutor Nery Cáceres, afirmou que, desde que assumiu o cargo há cerca de um ano, trabalha em conjunto com a Direção da Segunda Região Sanitária para melhorar o atendimento. O município de Capiibary possui mais de 2 mil idosos, a maioria em situação de extrema pobreza e com problemas de saúde.