A apoderada do movimento Colorado Añetete, Cecilia Pérez, reiterou que o pedido de auditoria das máquinas de votação responde à falta de transparência no processo técnico conduzido pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) e pelo Tribunal Electoral Partidario (TEP) da Associação Nacional Republicana (ANR). Em entrevista, Pérez afirmou que, no dia 8 de maio, os apoderados foram convocados para uma “suposta auditoria de software e hardware”, mas o evento se resumiu a uma apresentação sobre o funcionamento dos equipamentos.
“O título da ata dizia que era uma auditoria do software e do hardware. Tivemos que deixar uma constância na ata de que o que foi feito não era uma auditoria, era uma apresentação de como as máquinas funcionam. Isso ocorreu na sede do partido, convocado pelo TEP, mas a exposição foi feita pelo TSJE”, relatou Pérez. Ela destacou que a observação foi registrada por escrito na ata da reunião.
Pérez também questionou se a auditoria prevista para fevereiro chegou a ser realizada, devido a problemas de licitação e superposição de atividades. “Nunca fomos convidados”, afirmou. Para ela, o comunicado do movimento Honor Colorado, que criticou a dissidência mas apoiou novas auditorias, contradiz as críticas. “Se eles dizem que vão acompanhar a auditoria, é porque sabem que algo não foi transparente. Honor Colorado está reconhecendo que a auditoria não foi feita”, declarou.
A apoderada criticou ainda a inércia do TEP diante das inconsistências denunciadas. “Ninguém reclamou antes. Fomos nós que deixamos constância de que nos convocaram para uma coisa e fizeram outra. Isso não é transparência”, afirmou. Ela negou que o movimento busque postergar as eleições, mas defendeu que as auditorias sejam realizadas conforme o cronograma ou, se necessário, em paralelo.
Do TSJE, o diretor da Unidade de Processos Eleitorais, Carlos María Ljubetic, indicou que não é possível suspender as eleições e que ainda não há resolução sobre o pedido dos movimentos.