O Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) convocou para esta segunda-feira (19) uma reunião ampliada do Comitê Político, em meio a denúncias de movimentos internos sobre supostas irregularidades no processo eleitoral das internas marcadas para 7 de junho de 2026. Setores opositores alegam exclusão de apoderados e técnicos de auditorias das máquinas de votação e anunciam sistema próprio de apuração paralela.
Tsje
O movimento Honor Colorado, liderado pelo pré-candidato à prefeitura de Assunção, Camilo Pérez, rejeitou o pedido de auditoria nas máquinas de votação feito pela senadora Lilian Samaniego e seu irmão Arnaldo, classificando a exigência como uma tentativa de desestabilizar o processo eleitoral a três semanas das internas coloradas.
A senadora liberal Celeste Amarilla criticou duramente a confiabilidade do sistema de votação eletrônica e o modelo de listas desbloqueadas, alertando para possíveis fraudes nas eleições internas e defendendo o retorno às listas fechadas.
O presidente Santiago Peña é acusado de negar vínculos com um comunicador digital que recebeu credencial oficial, enquanto crescem as denúncias de uma campanha de difamação contra críticos do governo. O titular do Mitic é pressionado a renunciar por supostamente ocultar dados, e o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, enfrenta acusações de corrupção vindas dos Estados Unidos.
O Frente Guasú, coalizão de esquerda liderada pelo ex-presidente Fernando Lugo, voltou a afirmar que as máquinas de votação eletrônica representam uma ameaça direta à vontade popular e à democracia no Paraguai. O partido critica a Justiça Electoral por supostamente impedir auditorias independentes e exige transparência no processo eleitoral.
Movimentos internos do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) alertaram para irregularidades no uso das máquinas de votação nas eleições internas marcadas para 7 de junho, incluindo problemas na contratação, falta de auditoria técnica e ausência de fiscalização na preparação dos equipamentos. O senador Éver Villalba anunciou que o partido implementará um sistema de controle paralelo, com a participação dos próprios eleitores e um TREP próprio.
O deputado José Rodríguez (ANR, HC) afirmou confiar plenamente no Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE) e negou que colorados dissidentes tenham sido impedidos de auditar as máquinas de votação, apesar de o próprio Tribunal Eleitoral Partidário (TEP) do Partido Colorado ter reconhecido o problema e solicitado medidas para sanar as dúvidas.
O presidente do Senado, Basilio 'Bachi' Núñez, rebateu críticas de dissidentes da ANR e do PLRA sobre a confiabilidade do sistema de votação eletrônica, classificando-as como tentativa de 'abrir o guarda-chuva' diante de uma possível derrota. Ele defendeu o TSJE e anunciou um projeto de lei para permitir que eleitores escolham até dois candidatos dentro de uma mesma lista (duplo desbloqueio).
O deputado Luis “Tiki” González Vaesken, do movimento colorado dissidente Añeteté, defendeu a necessidade de reforçar os sistemas de fiscalização nas mesas de votação para as próximas eleições, diante de dúvidas sobre a confiabilidade das máquinas de votação fornecidas pelo Consórcio Comitia-MSA, que já havia sido desclassificado em licitação anterior.
O diretor de Tecnologias da Informação e Comunicação do TSJE, Fausto von Streber, explicou em entrevista à ABC TV que as máquinas de votação são 'inhackeáveis' devido a mecanismos como chip RFID, jaula de Faraday e jammer, que impedem interferências externas.
O presidente do Congresso, Basilio Núñez, respondeu às críticas da senadora Lilian Samaniego sobre a auditoria das urnas eletrônicas, afirmando que o processo foi cumprido dentro do cronograma e que a oposição teve oportunidade de participar. Núñez também lembrou que Samaniego, quando presidiu a ANR, nomeou pessoas de sua confiança, e defendeu a confiança no TSJE.
O senador Derlis Maidana (Honor Colorado) pediu que a classe política respalde as instituições e minimizou o atraso na auditoria técnica das máquinas de votação, enquanto a senadora dissidente Lilian Samaniego (Causa Republicana) denuncia falhas no cronograma e falta de transparência.
O apoderado da ANR, Eduardo González, respondeu à senadora Lilian Samaniego que a auditoria das máquinas de votação já foi realizada no TSJE para todos os partidos. Enquanto isso, o Congresso Nacional, sob liderança de Basilio Núñez, inicia uma auditoria interna de títulos universitários de funcionários, em iniciativa do senador Eduardo Nakayama.
O presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Jorge Bogarín, afirmou que as críticas às máquinas de votação buscam desacreditar o sistema eleitoral paraguaio, a semanas das internas partidárias simultâneas de 7 de junho. Bogarín defendeu a transparência do mecanismo, implementado desde 2021, e atribuiu os questionamentos a uma intenção de enfraquecer o modelo estabelecido pela Lei 6318/2019. A senadora colorada Lilian Samaniego reiterou o pedido de auditoria das máquinas à ANR.
O presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Jorge Bogarín, afirmou que as críticas ao voto eletrônico fazem parte de uma campanha de desprestígio contra a instituição. A menos de um mês das prévias partidárias simultâneas de 7 de junho, o TSJE defendeu a segurança do sistema, mas reconheceu falhas na comunicação com a população.
O Tribunal Superior de Justiça Eleitoral do Paraguai (TSJE) reconheceu que flexibilizou as regras de uma licitação para aluguel de máquinas de votação, após cancelar um primeiro chamado no qual o Consórcio Comitia MSA foi desclassificado por substituir a tela de um equipamento durante a prova técnica. A mudança permitiu que o consórcio, que havia sido desqualificado por suposta tentativa de fraude, vencesse o novo certame e fechasse um contrato de quase US$ 35 milhões para as próximas eleições internas e municipais.