A Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este encaminhou uma carta ao presidente Santiago Peña pedindo a abertura total do Puente de la Integração a partir de 1º de julho de 2026. O documento, assinado pelo presidente do gremio, Said Mohamed Taigen, e pelo secretário-geral Luis Gilberto Ruiz Díaz Ledesma, argumenta que a medida é urgente para melhorar a conectividade e o fluxo comercial na região trinacional.
Atualmente, o Puente de la Integração opera de forma parcial: desde 20 de dezembro de 2025, permite apenas a circulação noturna de caminhões vazios (das 19h às 7h) e, desde 29 de janeiro de 2026, também de ônibus turísticos internacionais de longa distância, no mesmo horário. A terceira fase, que liberaria veículos leves, não avançou.
Na carta, os empresários listam benefícios esperados com a abertura total: redução do congestionamento no Puente de la Amistad, aumento da competitividade do comércio e do turismo regionais, melhores condições logísticas para o transporte internacional, novas oportunidades de investimento e geração de empregos no Alto Paraná, além de incremento na arrecadação aduaneira e tributária para o Estado.
As negociações com o Brasil, porém, seguem travadas. Na última reunião da comissão mista, em 8 de maio em Foz do Iguaçu, não houve acordo. As autoridades brasileiras condicionam a liberação de veículos leves à conclusão de obras complementares e à implementação de controles migratórios individuais, o que exigiria maior efetivo. Também defendem que o novo puente seja prioritário para caminhões pesados e ônibus internacionais. Do lado paraguaio, as vias de acesso para veículos pesados em Presidente Franco ainda não estão finalizadas.
A próxima reunião da comissão mista está prevista para junho. Enquanto isso, comerciantes e transportadores da fronteira aguardam uma definição que consideram estratégica para a integração regional e a modernização econômica da região.