Conselho da Magistratura do Paraguai é criticado por escolha de promotor com histórico polêmico

O Conselho da Magistratura do Paraguai enfrenta fortes críticas após selecionar o promotor Aldo Cantero para compor uma terna, em detrimento do promotor Deny Yoon Pak, conhecido por seu combate ao crime organizado. A decisão, tomada por 7 votos a 1, gerou protestos de políticos e advogados, que questionam a independência e a transparência do sistema judicial.

Conselho da Magistratura do Paraguai é criticado por escolha de promotor com histórico polêmico
Conselho da Magistratura do Paraguai é criticado por escolha de promotor com histórico polêmico

O Conselho da Magistratura do Paraguai gerou polêmica esta semana ao definir a terna para uma vaga no Judiciário, escolhendo o promotor Aldo Cantero com sete votos a favor, contra apenas um voto para o promotor Deny Yoon Pak. A decisão foi relatada pelo jornal Ultima Hora e ocorreu em meio a questionamentos sobre o histórico de Cantero, que acumula pedidos de desestimação em suas causas.

A proposta de incluir Cantero partiu do presidente do Conselho, Gerardo Bobadilla, e foi apoiada pelos membros Alicia Pucheta, Enrique Berni, César Ruffinelli, Gustavo Miranda, o deputado Édgar Olmedo e o senador Édgar López. O único voto divergente foi do ministro da Corte Suprema de Justiça, Luis María Benítez Riera, que defendeu a candidatura de Deny Yoon Pak, que obteve 567,47 pontos em avaliação.

Pak liderou o megaoperativo A Ultranza Py, que resultou na condenação do ex-senador Erico Galeano por supostos vínculos com o crime organizado, além de outros casos contra o narcotráfico. Apesar desse histórico, recebeu apenas um voto.

A decisão foi duramente criticada por setores políticos e pela Ordem dos Advogados. O deputado Daniel Centurión afirmou que Aldo Cantero "deve estar fora do sistema de Justiça", acrescentando: "Fora do que este senhor tenha feito no âmbito político, da instrução que recebeu do advogado de um dos líderes políticos mais importantes do Paraguai, a Justiça precisa de independência". A deputada Rocío Vallejo defendeu a necessidade de "pessoas íntegras, que respondam à transparência no Poder Judiciário". Já a advogada Cecilia Pérez declarou que "a Justiça está podre".