Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (19), o reforço das medidas de prevenção contra o ebola, incluindo a realização de controles sanitários em aeroportos para passageiros vindos de zonas afetadas e a suspensão temporária de vistos. A decisão ocorre após a confirmação de que um cidadão americano contraiu o vírus na República Democrática do Congo (RDC), conforme informou Satish Pillai, responsável pela gestão de incidentes relacionados ao ebola nos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC).
Desde esta segunda-feira, os EUA restringem a entrada de viajantes provenientes de Uganda, da RDC e do Sudão do Sul. A medida, baseada no Título 42 da lei de saúde pública americana, terá vigência inicial de 30 dias, de acordo com documento publicado pelos CDC. Militares americanos, diplomatas e seus familiares diretos (cônjuges e filhos) estão isentos da proibição.
Paralelamente, a Secretaria de Saúde do México emitiu um aviso preventivo para pessoas que viajem da RDC e de Uganda para o país. As autoridades mexicanas classificaram o risco como “baixo”, mas afirmaram, em comunicado, que mantêm vigilância epidemiológica internacional devido ao surto ativo da doença pelo vírus ebola Bundibugyo (EVE-Bundibugyo) em áreas de transmissão ativa.