O governo do presidente Santiago Peña mantém-se firme na redução do déficit fiscal, que havia superado 5% antes de sua gestão, e caminha para cumprir a meta de 1,5% do PIB estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Desde o início do mandato, a administração atual priorizou o ajuste das contas públicas, herdadas com um desequilíbrio que impedia a obtenção do grau de investimento e comprometia o crescimento econômico.
O esforço já rendeu frutos: pela primeira vez na história, o país conquistou o grau de investimento, primeiro pela Moody's e depois pela Standard & Poor's (S&P). Essas classificações sinalizam previsibilidade para investidores globais e fortalecem a credibilidade do país nos mercados financeiros.
A redução do déficit não é um tema técnico distante do cidadão comum. Significa que o dinheiro das pessoas e empresas tende a manter e aumentar seu poder de compra, com menor incidência de impostos, dívidas ou inflação para cobrir o rombo fiscal.
O governo rejeita pressões de analistas e setores que defendem o aumento do déficit para financiar obras públicas e programas sociais. Segundo a administração, elevar o teto do déficit seria uma "casca de banana" que levaria a um ciclo de gastos insustentáveis, com consequências negativas para o risco-país e para os investimentos. "Não há almoço grátis", lembrou o economista Milton Friedman, citado no artigo.
Para honrar compromissos atrasados, o governo utiliza o factoring, vendendo certificados de obra ao sistema bancário para obter liquidez, enquanto paga os bancos no prazo. Essa medida é considerada excepcional, mas compatível com a meta fiscal.
O governo defende que a saída não é flexibilizar o gasto público, mas aprofundar reformas que ampliem a liberdade econômica, gerem empregos e aumentem salários. Manter o equilíbrio fiscal é visto como essencial para a estabilidade e o crescimento de longo prazo.