Advogado critica sistema judicial paraguaio como 'incorrigível' após inclusão de Aldo Cantero em terna para juiz

O advogado e ex-juiz eleitoral Jorge Rolón Luna classificou o sistema de Justiça do Paraguai como 'incorrigível', após a inclusão do promotor Aldo Cantero na terna para juiz Penal de Assunção. Em postagem no X, Rolón Luna relembrou denúncias anteriores contra Cantero, incluindo violência doméstica, e questionou a credibilidade do processo seletivo.

O advogado Jorge Rolón Luna, ex-juiz eleitoral conhecido por denunciar estruturas criminosas no Judiciário paraguaio, criticou duramente a escolha de Aldo Cantero para compor a terna de candidatos a juiz Penal de Assunção. Em postagem na rede social X, Rolón Luna afirmou que o sistema é “incorrigível”.

“Por um lado, anulam o arquivamento de Rivas (após atuações fiscais e judiciais dignas de esquecimento por lentidão e brandura) e, imediatamente, colocam na terna o promotor Aldo Cantero, de quem não é preciso dizer nada nem usar adjetivos”, escreveu o advogado, conforme reportagem do Ultima Hora.

Rolón Luna acrescentou que a “carreira” de Cantero fala por si, assim como sua vida privada, “adornada com uma denúncia de violência doméstica e abandono”. O advogado ironizou: “Nem você, nem eu, que não compraríamos um carro usado de Cantero, nem bêbados gostaríamos de vê-lo como juiz – algo muito próximo do que se poderia chamar de experiência aterrorizante”.

Esta não é a primeira vez que Rolón Luna critica o sistema judicial. Anteriormente, ele já havia afirmado que a Justiça é controlada por um setor político específico: “Os que governam, controlam a burocracia, o sistema de Justiça e têm maioria no Congresso são os colorados”, declarou, em referência ao Partido Colorado.