Cidadão Processa Prefeita por Perseguição Após Denúncias de Transparência em Mariano Roque Alonso

Ricardo Torres Peña, morador de Mariano Roque Alonso, no Paraguai, está processando a prefeita Carolina Aranda (PLRA) em G. 850 milhões por danos morais e lucros cessantes. A ação judicial surge após Torres ser processado pela prefeita por difamação e calúnia, depois de ele ter denunciado supostas irregularidades e falta de transparência na gestão municipal. Torres, que foi absolvido da acusação, alega perseguição política que afetou sua carreira profissional.

Cidadão Processa Prefeita por Perseguição Após Denúncias de Transparência em Mariano Roque Alonso
Cidadão Processa Prefeita por Perseguição Após Denúncias de Transparência em Mariano Roque Alonso

Ricardo Torres Peña, um cidadão de Mariano Roque Alonso, Paraguai, iniciou um processo civil contra a prefeita Carolina Aranda (PLRA), exigindo G. 850 milhões. A quantia inclui G. 550 milhões por lucros cessantes e G. 300 milhões por indenização por danos morais. A ação de Torres é uma resposta à perseguição que ele alega ter sofrido após denunciar a falta de transparência e supostas irregularidades na administração municipal.

Segundo reportagem do ABC Color, Torres, insatisfeito com a infraestrutura da cidade, especialmente as ruas esburacadas, formou um grupo para solicitar informações públicas, que foram negadas. Ele organizou marchas e apresentou denúncias a meios de comunicação, à Controladoria Geral da República (CGR) e à Promotoria. Essas ações resultaram na abertura de investigações formais e geraram repercussão que, segundo Torres, impactou negativamente a prefeita Aranda e os vereadores que a apoiavam.

Em vez de melhorar a gestão, a prefeita Aranda, por meio de seu advogado Marco Antonio Vázquez Román, processou Torres por difamação e calúnia em 22 de agosto de 2022. Vázquez Román é parente de Basilisa Vázquez Román, ligada ao movimento llanista e ao senador Dionisio Amarilla. Torres recusou uma conciliação em 1º de novembro de 2022, exigindo provar suas denúncias em juízo. Embora o julgamento oral tenha sido ordenado em 5 de dezembro de 2022, a prefeita e seus representantes não compareceram a quatro audiências prévias ao longo de três anos, conforme relatado por Torres.

Finalmente, em 12 de agosto de 2025, a juíza Nancy Karina Adorno Mendoza absolveu Torres. Paralelamente ao processo judicial, Torres afirma que o círculo da prefeita o atacou no ambiente de trabalho, resultando em perseguição política em empresas privadas. Ele teve que dar explicações a diretores de empresas onde atuava como gerente, o que, segundo ele, causou prejuízos profissionais.

Torres enfatiza que a intenção da prefeita era silenciá-lo, mas que a perseguição apenas o fortaleceu. Ele destaca que suas análises detalhadas dos gastos municipais de 2019, 2020 e 2021 foram cruciais para que a CGR iniciasse sua auditoria. Com a absolvição em mãos, ele agora busca reparação pelos danos sofridos, afirmando que sua história mostra que existe um caminho legal para os cidadãos reivindicarem seus direitos.