Ricardo Torres Peña, um cidadão de Mariano Roque Alonso, Paraguai, iniciou um processo civil contra a prefeita Carolina Aranda (PLRA), exigindo G. 850 milhões. A quantia inclui G. 550 milhões por lucros cessantes e G. 300 milhões por indenização por danos morais. A ação de Torres é uma resposta à perseguição que ele alega ter sofrido após denunciar a falta de transparência e supostas irregularidades na administração municipal.
Segundo reportagem do ABC Color, Torres, insatisfeito com a infraestrutura da cidade, especialmente as ruas esburacadas, formou um grupo para solicitar informações públicas, que foram negadas. Ele organizou marchas e apresentou denúncias a meios de comunicação, à Controladoria Geral da República (CGR) e à Promotoria. Essas ações resultaram na abertura de investigações formais e geraram repercussão que, segundo Torres, impactou negativamente a prefeita Aranda e os vereadores que a apoiavam.
Em vez de melhorar a gestão, a prefeita Aranda, por meio de seu advogado Marco Antonio Vázquez Román, processou Torres por difamação e calúnia em 22 de agosto de 2022. Vázquez Román é parente de Basilisa Vázquez Román, ligada ao movimento llanista e ao senador Dionisio Amarilla. Torres recusou uma conciliação em 1º de novembro de 2022, exigindo provar suas denúncias em juízo. Embora o julgamento oral tenha sido ordenado em 5 de dezembro de 2022, a prefeita e seus representantes não compareceram a quatro audiências prévias ao longo de três anos, conforme relatado por Torres.
Finalmente, em 12 de agosto de 2025, a juíza Nancy Karina Adorno Mendoza absolveu Torres. Paralelamente ao processo judicial, Torres afirma que o círculo da prefeita o atacou no ambiente de trabalho, resultando em perseguição política em empresas privadas. Ele teve que dar explicações a diretores de empresas onde atuava como gerente, o que, segundo ele, causou prejuízos profissionais.
Torres enfatiza que a intenção da prefeita era silenciá-lo, mas que a perseguição apenas o fortaleceu. Ele destaca que suas análises detalhadas dos gastos municipais de 2019, 2020 e 2021 foram cruciais para que a CGR iniciasse sua auditoria. Com a absolvição em mãos, ele agora busca reparação pelos danos sofridos, afirmando que sua história mostra que existe um caminho legal para os cidadãos reivindicarem seus direitos.