Um estudo oficial do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai revelou que aproximadamente 24% dos paraguaios com mais de 50 anos sofrem de alguma deficiência visual. A pesquisa, denominada Terceira Pesquisa Rápida de Cegueira Prevenível (RAAB), identificou que problemas de visão são a principal afecção física nessa faixa etária, superando até mesmo dificuldades auditivas.
Dentro desse grupo, 2,1% sofrem de cegueira, o que equivale a cerca de 27.362 pessoas. A catarata permanece como a principal causa de cegueira no país, seguida pelo glaucoma e por danos decorrentes da retinopatia diabética. Além disso, 1% da população acima de 50 anos apresenta deficiência visual severa, afetando aproximadamente 17.255 indivíduos, enquanto 11,5% têm deficiência visual moderada, totalizando cerca de 145.802 pessoas.
Outros 9,5% dos casos são classificados como deficiência visual leve, com origem principalmente em erros refrativos não corrigidos – muitas vezes devido à falta de óculos receitados. No total, cerca de 236.000 paraguaios com mais de 50 anos têm sua qualidade de vida impactada por problemas oculares.
O estudo também alerta para pacientes com diabetes, que apresentam quadros mais graves e deterioração visual mais acelerada em comparação com não diabéticos.
Realizado com metodologia RAAB7 em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) e o Instituto Nacional de Estatística (INE), o levantamento examinou uma amostra de 7.385 adultos em todo o território paraguaio entre junho de 2024 e outubro de 2025. A precisão dos dados é de 95%.
O Paraguai tornou-se o primeiro país da América Latina a realizar esse tipo de pesquisa nacional pela terceira vez. Os resultados servirão de base para a atualização do Plano Nacional de Saúde Ocular, com foco na ampliação de orçamentos, descentralização de atendimentos e facilitação de acesso a cirurgias gratuitas de catarata e tratamentos preventivos em hospitais públicos do interior do país.
