Expectativas empresariais no Paraguai melhoram em maio, mas seguem em zona de pessimismo

O Indicador de Expectativas Empresariais do Paraguai subiu de 49,68 para 49,83 pontos em maio de 2026, permanecendo abaixo da marca de 50 pontos que separa otimismo de pessimismo, com o setor financeiro e o comércio em zona otimista, enquanto construção e outros serviços seguem em território negativo.

O Indicador de Expectativas Empresariais (IEE) da Cámara Nacional de Comercio e Servicios de Paraguay (CNCSP) registrou 49,83 pontos em maio de 2026, uma leve alta em relação aos 49,68 pontos de abril. Apesar da melhora, o índice permanece abaixo da marca de 50 pontos, que separa otimismo de pessimismo, mantendo o sentimento dos empresários paraguaios em território negativo.

O setor financeiro liderou o ranking de confiança, com 50,33 pontos, seguido pelo comércio, que atingiu 50,07 pontos — ambos já na zona de otimismo. Transporte e mercado imobiliário ficaram em terreno neutro, com 50,00 pontos cada. Já a construção (49,83) e outros serviços (49,50) permaneceram no limiar do pessimismo.

A avaliação da atividade recente mostrou recuperação em vários segmentos. O comércio teve o avanço mais expressivo: o indicador de vendas dos últimos três meses subiu de 50,00 para 50,50 pontos. A construção também reagiu, com a percepção sobre a atividade recente passando de 48,50 para 50,00 pontos e a carteira de pedidos atual avançando de 48,00 para 50,00 pontos, sinalizando melhora nas condições operacionais do setor.

No setor financeiro, a avaliação da situação atual das empresas subiu de 49,50 para 50,50 pontos, enquanto o transporte manteve estável sua valoração. Em contrapartida, o mercado imobiliário sofreu correção para baixo: a percepção sobre a situação atual das empresas do setor caiu de 51,50 para 50,00 pontos.

As expectativas de emprego apresentaram variações modestas. Comércio e transporte melhoraram suas projeções de contratação para os próximos três meses, passando de 49,00 para 50,00 pontos em ambos os casos, abandonando a zona de pessimismo. A construção também registrou recuperação no emprego recente, com alta de 48,50 para 49,50 pontos. Já o setor financeiro recuou tanto na avaliação do emprego atual quanto nas expectativas, que caíram de 50,00 para 49,50 pontos. No segmento imobiliário, o indicador de emprego dos últimos três meses retraiu 0,99%.

Em relação aos preços, o comércio se destacou ao aumentar suas expectativas de reajuste de 49,50 para 50,50 pontos. Transporte e construção, por outro lado, reduziram as projeções de aumentos: o indicador do transporte passou de 51,00 para 49,50 pontos, e o da construção caiu de 50,50 para 49,50 pontos.

As previsões para a atividade econômica no curto prazo tiveram evolução favorável, impulsionadas principalmente pelo comércio. As expectativas de vendas para os próximos três meses subiram de 48,50 para 50,50 pontos, e os pedidos a fornecedores para o próximo trimestre avançaram de 49,00 para 51,00 pontos. O setor financeiro também fortaleceu suas perspectivas, com a demanda futura (faturamento) passando de 50,50 para 51,50 pontos, enquanto outros serviços melhoraram de 49,00 para 50,00 pontos nessa mesma variável.

O setor imobiliário, porém, apresentou correção relevante: a percepção sobre a situação futura das empresas caiu de 52,00 para 50,00 pontos, e a expectativa de demanda para os próximos três meses recuou de 51,50 para 50,00 pontos. Na construção, houve moderação nas expectativas, embora o indicador tenha se mantido em patamares neutros, com as empresas continuando a apontar restrições financeiras como principal obstáculo para novos projetos. O transporte manteve estável a percepção sobre a situação das empresas, mas as expectativas de demanda para os próximos três meses cresceram 1,01%, alcançando nível neutro.

Fontes (2)

Atualizado: 4 de jun. de 2026, 05:52