FADA-UNA investiga denúncia de favorecimento em prova de ingresso ao CPA

A FADA-UNA investiga denúncia de favorecimento em prova de ingresso ao CPA após pais de candidatos alegarem que uma professora teria dado assistência direta a um grupo específico de estudantes durante o exame de Matemática, enquanto o decano José Insfrán Guerrero afirma que protocolos internos foram ativados e medidas preventivas, como a rotação de docentes, foram adotadas para a prova de Física.

FADA-UNA investiga denúncia de favorecimento em prova de ingresso ao CPA
Ilustração gerada por IA.

A Faculdade de Arquitetura, Design e Arte da Universidade Nacional de Assunção (FADA-UNA) está sob pressão após a denúncia de pais de candidatos que apontam supostas irregularidades no exame de ingresso ao Curso Preparatorio de Admisión (CPA). O decano José Insfrán Guerrero afirmou que a instituição já investiga o caso e rejeitou as acusações de omissão.

A polêmica começou após um grupo de quatro pais de candidatos ao curso de Arquitetura apresentar uma queixa formal. Segundo os denunciantes, durante a prova de Matemática realizada no último sábado, 13 de junho, uma professora teria dado assistência direta a um grupo específico de estudantes, comprometendo a equidade e a transparência do processo seletivo. De acordo com a denúncia, a docente ministrava aulas particulares a um grupo de ingressantes e, por esse motivo, teria favorecido seus alunos durante a avaliação.

Insfrán esclareceu que a faculdade tomou conhecimento da queixa no início da semana passada e que, desde então, os protocolos internos foram ativados. "Já se reuniram os professores do CPA, a diretora os reuniu, falaram com a professora apontada e foram feitas as consultas", detalhou o decano. Ele confirmou que o caso foi encaminhado à Assessoria Jurídica da faculdade para formalizar a resposta institucional, que será entregue nesta terça-feira.

Como medida preventiva, o decano informou que, para a segunda prova, de Física, foram adotadas mudanças logísticas, incluindo a rotação de docentes. "Os professores que supervisionaram o grupo 1 na primeira instância foram transferidos para outros grupos para evitar suspeitas", afirmou. Também foi estabelecido um protocolo de consultas: qualquer dúvida dos candidatos deve ser feita em voz alta e respondida da mesma forma pelo docente diante de toda a turma, eliminando a possibilidade de interações individuais reservadas.

Sobre a acusação de que a professora envolvida daria aulas particulares a candidatos, Insfrán foi enfático: "Isso está terminantemente proibido". O decano explicou que a política da FADA é rígida nesse ponto, não permitindo que os docentes do CPA atuem como concorrentes do cursillo oficial da faculdade. Caso a falta seja confirmada, assegurou que a docente será afastada do curso.

Durante a entrevista, o decano informou que 362 jovens concorrem a uma das 120 vagas disponíveis para Arquitetura, além de 80 candidatos para uma das 40 vagas de Design Industrial. Insfrán destacou que a preocupação ocorre em um contexto de baixo rendimento acadêmico: no primeiro exame de Matemática, 74% dos candidatos não atingiram o mínimo de 60% exigido. No caso de Física, o índice foi ainda mais crítico, com 90% de reprovados.

O decano afirmou que a faculdade atravessa uma situação complexa, na qual o baixo nível educacional proveniente do ensino médio afeta diretamente o desempenho em disciplinas de ciências exatas. Ele lamentou que a nota dos pais sugira um "caso omisso" por parte das autoridades da FADA, reafirmando que se reuniu pessoalmente com as mães denunciantes e se comprometeu a esclarecer os fatos sem emitir juízos de valor prematuros até a conclusão da investigação.

Fontes (1)

Atualizado: 22 de jun. de 2026, 07:54