Frente Guasu critica alinhamento de Peña com Taiwã e pede abertura para a China

O Frente Guasu divulgou comunicado nesta quarta-feira (20) acusando o governo de Santiago Peña de 'entregar o porvir nacional' ao manter relações diplomáticas com Taiwã e alinhamento com os Estados Unidos, enquanto o resto da América do Sul já reconhece a China continental. A coalizão de esquerda pede revisão da política externa para evitar isolamento comercial e diplomático.

Frente Guasu critica alinhamento de Peña com Taiwã e pede abertura para a China
Frente Guasu critica alinhamento de Peña com Taiwã e pede abertura para a China

O Frente Guasu, coalizão política de esquerda do Paraguai, emitiu nesta quarta-feira (20) um comunicado no qual critica duramente a política externa do presidente Santiago Peña. Sob o título 'É hora de não andar na contramão da história', o bloco afirma que o governo está 'entregando o porvir nacional' ao manter seu alinhamento diplomático com Taiwã e os Estados Unidos.

No documento, o Frente Guasu questiona o fato de o Paraguai ser o único país da América do Sul que ainda mantém relações diplomáticas com Taiwã, em vez de reconhecer a República Popular da China. A coalizão classifica o posicionamento internacional do governo como 'lacaio' em relação aos Estados Unidos e sustenta que essa política não tem gerado benefícios proporcionais para o país.

O comunicado também faz referência ao cenário geopolítico global, mencionando recentes aproximações entre Estados Unidos e China, e alerta que o Paraguai corre o risco de ficar isolado comercial e diplomaticamente se não modificar sua estratégia externa. Segundo o Frente Guasu, a China representa atualmente um dos principais mercados mundiais para matérias-primas e produtos industriais, e a ausência de relações diplomáticas diretas coloca o Paraguai em desvantagem em relação a outros países da região.

Por fim, a coalizão insta o governo de Peña a revisar sua política internacional e avançar para o estabelecimento de relações diplomáticas com a China continental, argumentando que o contexto global exige uma redefinição das alianças estratégicas do país.