O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS) decidiu adiar a análise de uma licitação milionária para a compra de medicamentos biológicos, biotecnológicos, imunossupressores e outros insumos de estoque crítico. O presidente da entidade, Isaías Fretes, considerou o custo total de G. 376 bilhões excessivo e pediu mais tempo para ouvir especialistas.
“Me assusta essa cifra. É muito caro, dinheiro demais direcionado a uma população pequena. Neste caso, acho que requer uma análise melhor”, afirmou Fretes durante a sessão. O titular do IPS acrescentou que a pausa de uma semana permitirá um estudo “desinteressado e imparcial” e trará mais transparência ao processo.
A decisão ocorre em meio a críticas anteriores de Fretes sobre adjudicações pouco transparentes no IPS. Em contraste, o conselho aprovou a licitação de soluções parenterais com uma redução significativa de custos. O processo, originalmente estimado em G. 32,1 bilhões para 12 itens, foi adjudicado por G. 17 bilhões. O item de cloreto de sódio 0,9% teve queda de 48% em relação ao preço de referência.
O IPS atribuiu a economia à “maior transparência, previsibilidade e concorrência efetiva” no procedimento de contratação. A transmissão da sessão pelo YouTube, no entanto, voltou a apresentar falhas de áudio, gerando reclamações de segurados que acompanhavam a reunião.