A uruguaia Gianina García Troche, companheira do suposto narcotraficante Sebastián Marset, pediu nesta semana a concessão de prisão domiciliar enquanto responde a processo judicial por supostos vínculos com a estrutura criminosa atribuída a Marset. O pedido foi feito durante sua declaração indagatória ao fiscal Deny Yoon Pak, em 12 de maio.
O advogado Luis Samaniego, que integra a defesa de García Troche, confirmou que o representante do Ministério Público informou que analisará a solicitação e consultará o caso com a juíza Rosarito Montanía. Segundo Samaniego, a ré argumentou que deseja cumprir eventual medida alternativa à prisão para permanecer perto dos filhos.
García Troche é investigada no âmbito do Operativo A Ultranza Paraguay, que apura uma suposta rede de lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico, liderada por Marset. Os investigadores afirmam que ela teria participado da criação e administração de empresas que supostamente integravam o esquema ilícito. Durante o depoimento, porém, a processada negou qualquer vínculo com as firmas investigadas e disse que só tomou conhecimento dessas conexões no curso da causa.
O pedido de prisão domiciliar ocorre dias depois de o juiz Francisco Acevedo conceder a mesma medida à empresária Dalia López, que deixou a prisão preventiva no presídio feminino de Emboscada para cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por tornozeleira.