Governo paraguaio cria 11.100 cargos na saúde dias antes de greve médica

O governo paraguaio autorizou a criação de 11.100 cargos efetivos na saúde, uma medida histórica anunciada dias antes do início de uma greve nacional de médicos que reivindicam reajuste salarial.

Governo paraguaio cria 11.100 cargos na saúde dias antes de greve médica

O governo paraguaio autorizou a criação de 11.100 novos cargos efetivos no Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social, uma medida anunciada como histórica para reduzir a precarização laboral no setor. A autorização partiu do Equipo Económico Nacional (EEN), órgão vinculado à Presidência da República.

Do total de novos vínculos, 9.755 são destinados a profissionais de saúde, incluindo médicos, odontólogos, bioquímicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares. Outros 1.345 cargos são para pessoal administrativo, sendo a primeira vez que esse grupo é incluído em um processo de efetivação em massa. Os cargos serão preenchidos com base em lista de aprovados em concurso interno de oposição.

Esses novos postos se somam a 2.130 nomeações já realizadas anteriormente pelo mesmo processo, totalizando 13.230 trabalhadores efetivados desde o início da iniciativa. A ministra da Saúde, María Teresa Barán, afirmou que a medida reflete o reconhecimento ao esforço e à vocação dos profissionais que sustentam diariamente os serviços de saúde no país.

O anúncio ocorre a poucos dias do início de uma greve nacional de médicos, marcada para a próxima segunda-feira. O Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) confirmou a paralisação de 24 a 28 de agosto após a falta de uma proposta concreta do governo em reuniões tripartites. Os médicos reivindicam reajuste salarial há muito negado, alegando que seu poder aquisitivo diminuiu drasticamente desde 2012.

O presidente do Círculo Paraguayo de Médicos, Osvaldo Paniagua, classificou a postura governamental como "insensível" e afirmou que o impacto da greve afetará cerca de 40 mil consultas ambulatoriais e entre 300 a 400 cirurgias programadas por dia. Serviços essenciais como urgências, UTIs, diálise e oncologia serão mantidos.

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Fontes (4)

Atualizado: 22 de ago. de 2026, 01:00