O prefeito de Ñemby, Tomás Olmedo (ANR-FR), e outros cinco funcionários municipais tiveram a audiência preliminar suspensa nesta segunda-feira (18), por decisão pendente na Câmara de Apelações. A sessão, que ocorreria às 8h diante do juiz de Delitos Econômicos Rodrigo Estigarribia, definiria se os acusados iriam a julgamento oral e público por suposto desvio de mais de Gs. 700 milhões dos cofres municipais.
Olmedo e os funcionários Marcos Isaías Meza Ortiz, Enrique Hugo Delvalle García, Daniel David Sánchez Arza e Flavio Javier Duarte Vallovera foram acusados pela promotora Jessica Verocay pelos crimes de estafa e lesão de confiança. Na mesma causa, Arnaldo Gauna Martínez responde apenas por estafa.
O prefeito busca a reeleição, agora filiado à Fuerza Republicana, após não obter apoio do setor cartista. Em 2023, ele já havia escapado de um pedido de intervenção municipal, e em 7 de outubro de 2024, um novo pedido foi apresentado, também baseado no suposto desvio. Até agora, o chamado “pacto de impunidade” entre liberais e colorados na Câmara dos Deputados mantém o pedido congelado, junto com o de outros cinco prefeitos questionados.
Diante da falta de resposta no Legislativo, os vereadores levaram a denúncia ao Ministério Público, que já formalizou a acusação por lesão de confiança.