O Conselho de Administração do Instituto de Previsão Social (IPS) discutiu na manhã desta segunda-feira (16) a criação de um sistema de apadrinhamento privado para os albergues da instituição, com o objetivo de melhorar as condições consideradas precárias e desumanas desses espaços destinados aos familiares de pacientes internados.
A proposta foi apresentada pela conselheira Mirtha Arias, representante dos trabalhadores contribuintes do IPS, e recebeu apoio unânime do Conselho, presidido por Isaías Fretes. A ideia é articular parcerias com empresas privadas que possuem contratos vigentes com a instituição, convidando-as a atuar como madrinhas dos albergues por meio de convênios de responsabilidade social, sem que isso represente acordos comerciais irregulares.
"Há demasiadas empresas que têm trabalhos aqui e permanentemente estão utilizando os recursos do IPS; estão ganhando muito dinheiro com a instituição. Proporia um apadrinhamento para os albergues e iniciar como um plano piloto", afirmou Mirtha Arias durante a sessão.
Os albergues do IPS, localizados principalmente no Hospital Central e em outros centros da instituição, são alvo de queixas históricas por parte dos segurados. Os relatos apontam falta de higiene, ausência de mobiliário básico, superlotação e condições consideradas desumanas. O presidente do IPS reconheceu a gravidade da situação e defendeu a necessidade de um tratamento "mais digno, mais humano e mais sensibilizado" às famílias.
Fretes destacou que, embora o apadrinhamento represente uma solução imediata, o desafio de fundo é garantir a inclusão dessas necessidades no orçamento institucional para 2027. "É preciso orçar para o ano que vem para que os familiares tenham um lugar mais digno. A improvisação fez com que não estivessem nas condições adequadas", afirmou.
O plano piloto será colocado em prática após a socialização da proposta com as câmaras farmacêuticas e de fornecedores do IPS.
Contexto: Os pacientes internados em unidades de saúde do IPS precisam de um acompanhante para providenciar alimentos e medicamentos, já que, na prática, esses itens não são fornecidos pelos hospitais.
