Eleições em Luque: Vereadores buscam reeleição e prefeitura em meio a acusações de falta de transparência

Sete dos doze vereadores de Luque buscam a reeleição, enquanto três aspiram à prefeitura, em um cenário marcado por promessas de 'ouvir a cidadania' após anos de apoio à gestão do prefeito Carlos Echeverría (ANR-HC), criticada pela falta de transparência.

Eleições em Luque: Vereadores buscam reeleição e prefeitura em meio a acusações de falta de transparência
Eleições em Luque: Vereadores buscam reeleição e prefeitura em meio a acusações de falta de transparência

Em Luque, a corrida eleitoral para o próximo período municipal revela um panorama complexo, com sete dos doze vereadores atuais buscando a reeleição e três almejando o cargo de prefeito. A maioria desses candidatos, que anteriormente apoiaram a gestão do prefeito Carlos Echeverría (ANR-HC), agora promete maior transparência e escuta à cidadania, conforme reportado pelo ABC Color.

Entre os vereadores que aspiram à prefeitura estão Manuel “Manolo” Achucarro (Partido Liberal Radical Autêntico - PLRA), Diego Romero (ANR-Añeteté) e Belén Maldonado, que se candidata pelo Partido Participação Cidadã, liderado pela senadora Esperanza Martínez.

Manuel Achucarro, com mais de dez anos na Junta Municipal, fez parte do “pacto azulgrana” entre cartistas e liberais, aprovando licitações questionáveis e prestações de contas duvidosas de Echeverría. Apesar de sua postura anterior de “governança”, ele agora se apresenta como a “nova sangue do liberalismo luqueño”.

Diego Romero e Belén Maldonado foram os únicos vereadores a exercerem alguma oposição à maioria cartista leal a Echeverría. Maldonado, inclusive, denunciou violência sistemática e marginalização de seu próprio partido, o que a levou a buscar a prefeitura por outra legenda. Romero, por sua vez, enfrenta o que descreve como hostilidades judiciais.

Os cartistas Arnaldo Baeza, Enrique Quintana e Iván Velázquez, que buscam a reeleição sob a chapa do deputado Diego Candia, apadrinhado por Echeverría, são criticados por terem dificultado a transparência e demonstrado hostilidade a opositores. Apesar disso, prometem “ser diferentes” em suas campanhas. Juan Ángel Marecos, outro cartista que busca a reeleição com Hugo Farías, também apoiou a gestão de Echeverría, embora tente se distanciar dos outros edis cartistas.

Francisca Franco, do PLRA, busca seu quarto mandato, com uma gestão de quinze anos marcada pelo apoio a pactos “azulgranas” e por desacreditar denúncias de corrupção de sua colega Belén Maldonado. José Meza, também do PLRA, busca seu segundo mandato, com uma gestão descrita como “paupérrima” e com pouca participação em debates.

Rómulo Pérez, vereador do PLRA com quatro mandatos intermitentes, busca seu quinto período e agora está na lista de vereadores do candidato a prefeito César Meza Bría, que já foi prefeito de Luque duas vezes.

Ramón Servín e Eliseo Fernández, ambos cartistas, não buscarão a reeleição. Servín, que substituiu o condenado Rubén González Chaves, filho do ex-senador Óscar González Daher, e Fernández, agora militam nas fileiras do candidato a prefeito Hugo Farías, sem cargos aparentes.

A cidade de Luque, que cresce de forma desordenada, enfrenta múltiplas denúncias sobre a falta de transparência municipal, com o prefeito Carlos Echeverría recorrendo a manobras judiciais para evitar prestar contas à cidadania, segundo o ABC Color.