A frase 'Mãe só tem uma', enraizada na tradição oral hispano-americana e consolidada na literatura e no teatro do século XIX, vai além de um simples ditado. Segundo reportagem do Ultima Hora, a expressão reflete uma certeza coletiva sobre o papel simbólico da mãe na vida humana.
A psicóloga clínica Nunila Basualdo, ouvida pelo veículo, destaca que o vínculo maternal deixa uma 'huella profunda' na construção emocional. 'O vínculo precoce com a mãe influencia a autoestima, molda o caráter da criança para formar uma personalidade segura, equilibrada e capaz de enfrentar as situações da vida adulta', afirma. Ela ressalta que a mãe não apenas alimenta o corpo, mas também oferece sustento afetivo. Quando as necessidades emocionais não são atendidas, podem surgir dificuldades, como a busca constante por aprovação externa ou a supressão de emoções.
Basualdo também aborda o luto pela perda materna, considerando-o um processo doloroso, porém saudável quando vivenciado com apoio familiar. Ela aconselha: 'Não devemos esperar que nossa mãe esteja ausente para ser gratos. Devemos aceitá-las com suas virtudes e defeitos, entendendo que fizeram o melhor que puderam com o que tiveram'.
A psicóloga Nathalia Gamarra Herrera, também citada pelo Ultima Hora, descreve a figura materna como uma 'estrutura invisível que constrói a identidade'. Ela funciona como 'espelho da autoestima' e ensina a gestão emocional e a capacidade de amar por meio do apego. Gamarra aponta que o espaço dado ao erro pela mãe impacta diretamente a autonomia do adulto: mães 'helicóptero' podem gerar dependência, enquanto a promoção da independência favorece a competência pessoal.
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