Falta de reagentes e medicamentos afeta pacientes em Mariano Roque Alonso e Loma Pytá

Romina García, mãe de uma jovem de 21 anos com convulsões constantes, denuncia a escassez de reagentes para exames nos hospitais de Mariano Roque Alonso e Loma Pytá, em Assunção. Sem recursos para custear exames particulares, ela pede ajuda para garantir o tratamento da filha.

Romina García, moradora de Mariano Roque Alonso, acionou a imprensa na quarta-feira (20) para relatar a falta de reagentes para exames nos hospitais públicos da região. Sua filha, de 21 anos, sofre de convulsões constantes e precisa de exames de tireoide, glicemia e dosagens de vitaminas, que não estão disponíveis nas unidades de saúde.

García contou que chegou às 4h30 ao Hospital de Mariano Roque Alonso com a filha em cadeira de rodas, mas foi informada de que apenas hemograma e triglicerídeos podiam ser feitos. Ela também procurou o Hospital de Loma Pytá, em Assunção, sem sucesso. No setor privado, os mesmos exames custam cerca de 600.000 guaranis.

A jovem toma três tipos de anticonvulsivos, um deles com custo mensal de aproximadamente 600.000 guaranis. A consulta com o neurologista está marcada para 26 de maio, e os resultados são essenciais para ajustar a medicação, já que a paciente não dorme bem e convulsiona até durante o sono.

“Muitos pacientes foram embora sem conseguir nada, vão ter que ir para o privado. Não sei o que fazer, são vários exames, tenho mais dois filhos, uma menina de 11 e um menino de 8 anos”, desabafou García. O marido é motorista e trabalha até tarde, mas o dinheiro não é suficiente. A mãe vende empadas no bairro para complementar a renda, pois precisa cuidar da filha em tempo integral.

Interessados em ajudar a família podem entrar em contato pelo telefone (0985) 528-490.