O outono paraguaio será marcado por oscilações térmicas e dias de frio intenso, enquanto o inverno traz a incerteza da chegada do fenômeno El Niño. A análise é do diretor de Meteorologia e Hidrologia da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC), Eduardo Mingo, em entrevista à Rádio 1000 AM.
Até o momento, a região do Chaco registra as temperaturas mais baixas da estação. Nesta terça-feira, os departamentos de Presidente Hayes e Boquerón atingiram mínimas de 3°C, pouco antes do amanhecer, quando as marcas costumam se consolidar.
Segundo Mingo, a atual massa de ar frio deve permanecer estável por alguns dias. “Observamos ciclos de três a cinco dias com temperaturas baixas, seguidos de uma leve e parcial elevação térmica”, explicou. Esse padrão será interrompido em breve por um sistema que trará chuvas, alternando frio intenso com instabilidade e precipitações – comportamento típico para o restante do outono.
A maior dúvida dos analistas climáticos está no inverno. O indicador global ENOS (El Niño-Oscilação do Sul) encontra-se em fase neutra, o que explica as condições atuais. No entanto, os modelos macroclimáticos apontam para uma transição rumo à fase de El Niño entre julho e agosto, no auge do inverno. Historicamente, o fenômeno tende a elevar as temperaturas acima da média para a época. Mingo, porém, adota cautela: durante a transição do outono para o inverno, o mais provável é que os dias frios e rigorosos da estação continuem.