As ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e prolongadas, segundo alerta de Roberto Salinas, diretor do curso de Meteorologia da Faculdade Politécnica da Universidade Nacional de Assunção (UNA). Enquanto a Europa enfrenta temperaturas recordes, o especialista destacou que o Paraguai também sofre com a vulnerabilidade diante desses eventos extremos.
Salinas explicou que, embora as ondas de calor façam parte da variabilidade climática há décadas, os dados recentes mostram um aumento preocupante em sua frequência e duração. "Quando temos uma onda de calor de dois, três ou quatro dias, isso tem ocorrido com mais intensidade e por períodos mais longos", afirmou em entrevista à emissora ABC Cardinal.
O meteorólogo ressaltou que o Paraguai enfrenta desafios específicos, como a falta de infraestrutura para lidar com dias consecutivos de calor extremo. "Ao terceiro ou quarto dia, muitas regiões ficam sem energia elétrica, o que aumenta a vulnerabilidade da população", disse. Segundo ele, cidades e regiões inteiras não estão preparadas para esses fenômenos.
Salinas destacou que as conclusões da comunidade científica são baseadas em evidências coletadas por estações meteorológicas, satélites e outras fontes, confirmando o aquecimento global e seus impactos na América do Sul. Ele defendeu a necessidade de melhorar a resiliência e a adaptação das cidades para enfrentar esses eventos no futuro.
