Paraguai tem US$ 1.627,7 milhões em financiamentos externos em diferentes etapas

O Paraguai tem US$ 1.627,7 milhões em financiamentos externos para obras, saneamento, energia e desenvolvimento, distribuídos entre operações em diferentes etapas de aprovação e gestão. Os valores não representam desembolsos efetivos nem devem ser interpretados como integralmente disponíveis para execução imediata.

Paraguai tem US$ 1.627,7 milhões em financiamentos externos em diferentes etapas

Segundo o último relatório disponível do Ministério da Economia e Finanças (MEF), o Paraguai tem uma carteira de US$ 1.627,7 milhões em financiamentos externos para obras, saneamento, energia e desenvolvimento produtivo. Os valores estão em diferentes fases de tramitação e gestão: não equivalem a dinheiro já desembolsado nem devem ser interpretados como integralmente disponíveis para execução imediata.

Do total, US$ 683,7 milhões correspondem a três operações submetidas a procedimentos de aprovação legislativa. Uma linha contingente de liquidez de US$ 300 milhões da CAF-Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe estava em análise no Senado. O recurso funciona como reserva de liquidez, e não como empréstimo vinculado a uma obra específica.

Também aguardava análise no Senado um financiamento de US$ 154 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o saneamento da Bacia do Lago Ypacaraí, a cargo do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC). Já o empréstimo de US$ 229,7 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), destinado ao corredor de integração de Ñeembucú e Misiones, havia sido aprovado pelo Congresso e aguardava envio ao Poder Executivo para promulgação. O projeto prevê 154 quilômetros de rodovia e 25,37 quilômetros de travessias urbanas.

Outras operações somam US$ 944 milhões e estão em etapas anteriores de gestão. Desse montante, US$ 340 milhões têm contratos assinados: dois empréstimos de US$ 70 milhões, um do BID e outro do Banco Europeu de Investimentos, para ampliar a transmissão de alta tensão e fortalecer a ANDE, estatal de energia elétrica; e US$ 200 milhões do BID para conectividade e integração da Região Ocidental, no âmbito da Rota Bioceânica.

Os US$ 604 milhões restantes estão distribuídos em oito operações cujas gestões foram autorizadas por decreto. Entre elas estão US$ 280 milhões do Banco Mundial para logística multimodal em Itapúa; US$ 100 milhões da CAF para a segunda etapa do saneamento de quatro cidades da Região Oriental; e US$ 100 milhões do Banco Mundial, canalizados pela Agência Financeira de Desenvolvimento, para o setor agroflorestal.

Os demais recursos incluem US$ 19 milhões para programas de inserção internacional e facilitação comercial, US$ 10 milhões para inovação empresarial, US$ 25 milhões para reabilitação e modernização da Central Hidrelétrica Acaray, US$ 30 milhões para melhoria de moradias de famílias de baixa renda e US$ 40 milhões para fortalecimento da gestão de capital humano. Somados, os projetos identificados de rodovias e logística representam cerca de US$ 709,7 milhões — aproximadamente 53,5% dos US$ 1.327,7 milhões em operações, excluída a linha de liquidez.

Na prática, a aprovação de cada operação e o cumprimento das etapas administrativas determinam quando os recursos poderão financiar projetos. Os números indicam operações em diferentes estágios, não gastos realizados; por isso, o valor total da carteira não deve ser confundido com investimento já em curso.

Compartilhar WhatsApp Facebook LinkedIn

Fontes (1)

Atualizado: