O governo do Paraguai, por meio do Ministério das Relações Exteriores, condenou energicamente o ataque com drone contra a usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), ocorrido no domingo, 17 de maio de 2026. Em nota oficial, a Chancelaria paraguaia expressou “plena solidariedade com o povo e o governo emiratí” e reiterou “a necessidade de proteger as instalações nucleares e promover a estabilidade regional por meio do diálogo e do respeito ao direito internacional”.
O ataque foi realizado por três drones de origem desconhecida que violaram o espaço aéreo emiratí. As forças de segurança dos EAU interceptaram e destruíram duas das aeronaves, mas um terceiro drone conseguiu atingir um gerador elétrico localizado fora do perímetro interno da usina de Barakah, na região de Al Dhafra. O impacto provocou um incêndio que foi rapidamente controlado pelas equipes de emergência. Autoridades de Abu Dabi confirmaram que o incidente não afetou os reatores da usina nem representou risco à segurança nuclear.
O episódio insere-se no contexto de grave escalada geopolítica no Oriente Médio, após o início da guerra em 28 de fevereiro de 2026. O Irã lançou ataques de represália contra Israel e contra países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco formado por Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã. Além disso, Teerã mantém bloqueado o estreito de Ormuz, rota marítima vital para a exportação de petróleo dos países do Golfo.
Os Emirados Árabes Unidos foram o país mais atingido pelos ataques iranianos, elevando as tensões entre Abu Dabi e Teerã a níveis sem precedentes. O governo paraguaio, ao condenar o ataque, alinhou-se à posição de defesa da estabilidade regional e do direito internacional.