A senadora e precandidata à Presidência do Paraguai, Lilian Samaniego, afirmou estar convencida de que se tornará a primeira mulher a governar o país. Em declarações à rádio 1020 AM, a parlamentar justificou sua confiança na experiência de seis anos à frente da Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Colorado, período em que afirma ter conduzido o partido durante uma de suas maiores crises internas.
"Quando digo que estou preparada para governar é porque gerenciei a crise do partido mais grande da América Latina até hoje, que é a ANR", disse Samaniego. Ela contrastou sua gestão, que descreveu como inclusiva e aberta a todos os setores colorados, com a situação atual do partido, que, segundo ela, vive uma lógica de exclusão. "Como hoje se fala, se você não é de Honor Colorado, é inimigo", criticou.
Enquanto Samaniego posiciona sua pré-candidatura para 2028, movimentos internos do partido discutem o futuro político do ex-presidente Horacio Cartes. O presidente do Congresso, senador Basilio "Bachi" Núñez, anunciou que proporá a Cartes que lidere a lista de candidatos a senador pelo movimento Honor Colorado nas eleições de 2028.
O senador Natalicio Chase, líder da bancada de Honor Colorado no Senado, afirmou que não há oposição interna à ideia, que classificou como um "reconocimiento moral". A justificativa, segundo ele, é reparar uma injustiça cometida em 2018, quando Cartes, já eleito senador, foi impedido de jurar e assumir o cargo devido a um debate sobre sua condição de senador vitalício como ex-presidente.
Chase descartou que a proposta esteja vinculada a qualquer regulação da senaduría vitalícia e afirmou que, legalmente, Cartes pode acumular o cargo de senador com a presidência da Junta de Governo da ANR. Questionado sobre a relevância da candidatura, Chase desafiou: "Digam-me um homem de mais relevância que ele. Se me derem esse nome, eu lhes reconheço que não vale a pena que ele esteja aqui".
