Pavimentação da rota PY12 no Chaco paraguaio avança com custos extras de US$ 50,8 milhões

A pavimentação da rota PY12 no Chaco paraguaio avança com custos extras de US$ 50,8 milhões, ultrapassando o orçamento inicial, mas promete melhorar a conectividade e impulsionar atividades econômicas na região.

A pavimentação da rota PY12, que liga Chaco’i a General Bruguez, no Chaco paraguaio, está avançando significativamente, mas já registra um aumento de custos multimilionário. O projeto, que abrange 166 quilômetros, está dividido em quatro lotes e é considerado uma das obras de infraestrutura mais importantes para o desenvolvimento da região. Segundo dados do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), os trabalhos estão em fase final, com níveis de execução variando entre 67% e 105% até maio de 2026.

No entanto, o custo total do projeto já subiu em G. 300 bilhões (cerca de US$ 50,8 milhões), atingindo um orçamento total de G. 1,592 trilhão (US$ 269,9 milhões). Esse aumento foi autorizado por meio de convenios modificatorios aprovados pela ministra Claudia Centurión no final de 2025. O Lote 4, executado pelo Consorcio Chaco Sur, foi o que mais contribuiu para o encarecimento, com um incremento de 32,81%, superando o limite de 20% estabelecido pela Lei Nº 7021 de Suministro e Contrataciones Públicas.

O Lote 1, sob responsabilidade do Consorcio TEC, registra um avanço de 70,09% e um aumento de custo de 19,3%. O Lote 2, executado pelo Consorcio Avanza Chaco, já concluiu 105,20% das obras, incluindo trabalhos adicionais, com um aumento de 19,9%. Já o Lote 3, a cargo do Consorcio Vial Chaco, está 98% concluído, com um incremento de custo próximo a 19%.

Apesar dos sobrecustos, a conclusão da rota PY12 promete transformar a conectividade do Chaco, garantindo acesso permanente e seguro durante todo o ano, especialmente em períodos de chuvas intensas. A obra também deve impulsionar atividades produtivas como pecuária, comércio e serviços, além de integrar comunidades locais aos principais centros de abastecimento do país. O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e supervisionado pelo MOPC.

Fontes (1)

Atualizado: 1 de jul. de 2026, 12:37