Petropar enviará cana de Troche à usina privada Neualco após pedidos de produtores

Após pedidos públicos de produtores, a Petropar contratará por concorrência pública a usina privada Neualco para moer parte da cana cadastrada de Mauricio José Troche e cumprir suas metas de moagem e produção de álcool absoluto na safra de 2026.

Petropar enviará cana de Troche à usina privada Neualco após pedidos de produtores

A Petropar começará, nos primeiros dias de outubro, a enviar parte da cana-de-açúcar de produtores cadastrados de Mauricio José Troche para moagem na usina privada Neualco S.A. O acordo prevê que os agricultores recebam pela produção o mesmo preço estabelecido pela estatal.

O mecanismo foi firmado após uma concorrência pública para encaminhar parte da produção cadastrada. Segundo o presidente da Petropar, William Wilka, a contratação busca ajudar a estatal a cumprir as metas de moagem e de produção de álcool absoluto na safra de 2026, iniciada em 19 de maio.

A medida também responde a cobranças públicas de produtores, que pediam o envio de cana a engenhos privados diante das limitações para processar toda a oferta na unidade de Troche. A Petropar afirma que a fábrica opera normalmente; representantes dos canavieiros dizem que a capacidade atual ainda restringe o recebimento da produção.

O presidente da Neualco, Carlos Morínigo, disse que o objetivo é evitar que, ao fim da safra, restem hectares de cana sem processamento. Os primeiros envios serão coordenados entre as duas usinas. A associação de produtores avalia que o transporte até o engenho privado acrescentará custos: segundo seu presidente, Cristian Fonseca, a distância é de cerca de 100 quilômetros, maior que a percorrida por quem entrega a matéria-prima em Troche.

A unidade da Petropar já havia moído mais de 300 mil toneladas nesta safra. O presidente da estatal classificou como uma “má avaliação” as críticas sobre a capacidade da planta e afirmou que a moagem acumulada chegou a esse volume até uma quinta-feira, sem especificar a data. Wilka informou rendimento médio de 63 litros de álcool por tonelada de cana; outra publicação apresentou produção acumulada de 16,735 milhões de litros, sem indicar um corte temporal específico para esse número.

Fonseca afirmou que o antigo sistema de moagem processa cerca de 2.800 toneladas por dia, em operação contínua, acima das 1.800 a 2.000 toneladas diárias de safras anteriores. A associação espera que a campanha termine com pelo menos 400 mil toneladas processadas. A Petropar tem 1.677 produtores cadastrados, cerca de 80% deles pequenos e médios, segundo Wilka.

A ampliação da capacidade segue pendente: a construção de um novo sistema de moagem está paralisada em meio a um conflito contratual e a uma medida cautelar que impede o avanço do processo. Wilka disse que a estatal analisa alternativas enquanto aguarda o andamento judicial.

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