Petropar inicia zafra 2026 em Troche, mas novo trem de moagem segue travado por liminar

A Petropar deu início à zafra canavieira de 2026 na usina de álcool em Mauricio José Troche, mantendo o preço de G. 245.000 por tonelada e um bônus extra de G. 5.000. O projeto do novo trem de moagem, no entanto, continua paralisado devido a uma medida cautelar judicial, o que obriga a estatal a recorrer a usinas privadas em caso de falhas no equipamento antigo.

Petropar inicia zafra 2026 em Troche, mas novo trem de moagem segue travado por liminar
Petropar inicia zafra 2026 em Troche, mas novo trem de moagem segue travado por liminar

A Petropar deu início oficialmente à zafra canavieira de 2026 na usina de álcool localizada em Mauricio José Troche, no departamento de Guairá. Os primeiros caminhões carregados de cana-de-açúcar começaram a chegar à planta nesta terça-feira (19), após passarem por controles de pesagem e análises laboratoriais para verificar a qualidade da matéria-prima.

O presidente da estatal, William Wilka, confirmou que o preço pago aos produtores será o mesmo do ano passado: G. 245.000 por tonelada. Além disso, anunciou um aumento de G. 5.000 no bônus de incentivo, com o objetivo de estimular uma maior entrega de cana. A Petropar projeta receber entre 350 mil e 400 mil toneladas na safra atual, dependendo do rendimento das lavouras e das condições operacionais.

Wilka destacou que o início antecipado da moagem para maio atende a um pedido dos produtores e a instruções do presidente Santiago Peña. A zafra é considerada um motor econômico para centenas de famílias em Guairá e Caaguazú, incluindo canavicultores, freteiros, operários e comerciantes locais. Segundo a Associação de Canavicultores de Troche, há cerca de 1.800 produtores cadastrados no Ministério da Agricultura e Pecuária, e mais de 50 mil famílias seriam beneficiadas indiretamente pela usina.

No entanto, o projeto de modernização da planta segue emperrado. Wilka afirmou que a instalação do novo trem de moagem continua suspensa por uma medida cautelar judicial, que impede novas construções ou melhorias na unidade industrial. O processo licitatório, lançado em fevereiro, teve de ser adiado por causa da liminar. A estatal avalia alternativas para destravar o investimento, mas, por enquanto, o conflito permanece na esfera judicial.

Diante da indefinição, a Petropar repetirá o esquema adotado na safra anterior: caso o trem antigo apresente problemas técnicos, parte da cana será desviada para usinas privadas. “A ideia é que os produtores tenham a tranquilidade de que 100% do que colherem poderão entregar, independentemente de ser moído aqui na Petropar ou enviado a outro engenho”, declarou Wilka.

O presidente do sindicato dos canavicultores, Cristian Fonseca, afirmou que o ajuste no bônus reflete as necessidades do setor, considerando os custos de produção e fatores externos como as secas do verão passado.