Polícia detém suspeitos da 'gangue do Rolex' e prende torcedor com ordem de captura em Assunção

Três homens foram presos por suposto envolvimento em roubos de relógios de luxo, incluindo o do ex-senador Armando Espínola; em operação separada, um torcedor do Cerro Porteño foi detido por distúrbios no superclássico de abril.

Polícia detém suspeitos da 'gangue do Rolex' e prende torcedor com ordem de captura em Assunção

A Polícia Nacional deteve três homens suspeitos de integrar a chamada “gangue do Rolex”, grupo que vinha aterrorizando vítimas com relógios de luxo em Assunção. As prisões ocorreram após uma série de denúncias consecutivas, incluindo o assalto ao ex-senador Armando Vicente Espínola Wiezell, roubado a poucos metros de sua residência.

O comissário Wilfrido Maldonado, chefe do Departamento de Investigaciones de Assunção, detalhou o modus operandi do grupo: os criminosos monitoravam potenciais vítimas em aeroportos e shoppings, fotografavam os relógios e acionavam comparsas para iniciar o seguimento. Em alguns casos, simulavam acidentes de trânsito — batidas leves na traseira do veículo — para forçar a parada e, com violência, roubar os objetos.

“São seguidas as potenciais vítimas e trabalham de forma coordenada. Um deles monitora, visualiza o relógio, tira foto do braço e avisa os que estão do lado de fora. Aí começam o seguimento”, explicou Maldonado. Ele confirmou que as investigações apontam que os mesmos indivíduos cometeram os três roubos denunciados.

Entre os detidos estão dois paraguaios e um venezuelano. A polícia não descarta a participação de colombianos, já que o grupo operaria com “células”. Foram apreendidos dois veículos e uma arma de fogo. O suspeito estrangeiro, cuja identidade não foi revelada, declarou à imprensa: “Não sou culpado de nada, não roubei ninguém; não busco relógio de alta gama. Não roubei ninguém, não apareço em nenhuma imagem”.

Em ocorrência separada, agentes da Comisaría 2ª de Assunção prenderam Lucas Isaac Prado Ramírez, de 19 anos, durante o policiamento do jogo entre Olimpia e Vasco da Gama pela Copa Sul-Americana, no estádio Defensores del Chaco. O jovem, apontado como membro da barra brava do Cerro Porteño, tinha ordem de captura expedida em 22 de abril pela promotora Soledad González, por perturbação da paz pública e outros delitos relacionados aos distúrbios do superclássico de 19 de abril.