Maio é o mês das mães, mas também é o mês de conscientização sobre a pré-eclâmpsia, uma das complicações gestacionais mais graves e silenciosas. A doença, caracterizada por pressão arterial elevada durante a gestação ou até seis semanas após o parto, é responsável por cerca de 76 mil mortes maternas e 500 mil mortes de bebês por ano no mundo, segundo dados citados pelo ABC Color. A maioria desses óbitos ocorre em países de baixa e média renda.
No Paraguai, a pré-eclâmpsia persiste como uma das principais causas de morte materna. O perigo, conforme destaca a reportagem do ABC Color, é que nos estágios iniciais a doença não apresenta sintomas, sendo detectável apenas por meio de exames regulares que identificam pressão alta e presença de proteína na urina. Sem tratamento, pode evoluir para falência de órgãos, convulsões (eclâmpsia) e morte da mãe e do feto.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde Pública do Paraguai (MSPBS) e especialistas reforçam que a prevenção é possível com o início do pré-natal assim que a gravidez é confirmada. Para gestantes de alto risco, há medidas preventivas como medicação específica sob vigilância médica.
Desde 2017, a Fundação Rassmuss atua no país apoiando as políticas do MSPBS, com foco na saúde adolescente e materna por meio do Programa Maternidade Segura. A fundação realiza capacitações em todo o território nacional e fortalece a atenção obstétrica em 12 hospitais estratégicos da rede pública. Também promove a estratégia Código Vermelho do Ministério da Saúde, treinando profissionais no manejo de distúrbios hipertensivos do parto.
A educação é apontada como chave para a prevenção. O programa inclui aulas, congressos, cursos virtuais gratuitos, campanhas e palestras para gestantes. A mensagem das autoridades de saúde neste maio é unânime: o controle pré-natal precoce não é opcional — é a diferença entre a vida e a morte.