Cerca de 40 mil mães paraguaias consideram que conseguir emprego é muito mais difícil devido a preconceitos contra a maternidade no ambiente laboral, segundo pesquisa divulgada pelo especialista em empregos Enrique López Arce. O estudo mostra que muitas mulheres enfrentam barreiras desde o processo seletivo, a ponto de algumas preferirem não mencionar que têm filhos durante as entrevistas, por medo de serem excluídas da contratação.
López Arce afirma que persiste a ideia de que as mães faltam mais ao trabalho, um estereótipo que continua afetando as oportunidades laborais de milhares de mulheres, apesar dos avanços em igualdade. Atualmente, 35% das famílias paraguaias têm a mulher como principal provedora, o que reflete a grande responsabilidade econômica e social que muitas mães assumem, mas essa carga não se traduz em maior acesso ao mercado formal.
A pesquisa também destaca o impacto da maternidade precoce na educação: muitas mulheres que foram mães na adolescência não concluem o ensino médio e alcançam, em média, apenas 10 anos de escolaridade, limitando suas oportunidades de emprego. Em relação ao estado civil, 36% das mães consultadas são casadas, 33% vivem em união estável, 10% são solteiras, 11% separadas e 8% viúvas.
As dificuldades aumentam para mulheres com famílias numerosas: mães com três ou mais filhos têm menos chances de serem contratadas devido a percepções e preconceitos ainda presentes no mercado de trabalho paraguaio.